O recente lançamento do Kindle, o leitor de e-books da Amazon, tem honras de manchete no suplemento digital do Público de hoje, 1 de Dezembro, numa pormenorizada análise de Isabel Coutinho. Conta ainda com as opiniões de dois especialistas na área, um português, José Afonso Furtado, autor de várias obras sobre o futuro do livro e que esta semana lançou na Casa Fernando Pessoa O Papel e o Píxel – Do Impresso ao Digital: Continuidades e Transformações (ed. Ariadne), e outro francês, Lorenzo Soccavo, autor de Gutenberg 2.0 – Le Futur du Livre (M2 Editions) e do videoblogue Nouvolivractu 2.0. Nenhum deles se mostrou particularmente entusiasmado com o Kindle.

O Amazon Kindle serve para ler livros, jornais e blogues. É reduzidas dimensões 134,5 mm x 19 mm x 18 mm, pesa cerca de 300 g e possui um ecrã de 600×800. Não é preciso ligar o aparelho a um computador, tem um serviço de banda larga EV-DO (Evolution Data Optimized) utilizado pelos telemóveis, sem ter que se pagar mais por isso através da Amazon Whispernet. Custa 399 dólares (270 euros) e liga-se directamente à loja da Amazon. com, onde estão disponíveis 90 mil títulos a 9,99 dólares (7 euros) cada um. Menos de um minuto é o que demora entre a compra do livro e ele estar disponível para leitura no Kindle. O ecrã é a preto e branco e usa a tecnologia e-Ink, com 4 graus de cinzento. Lê livros em formato Kindle (AZW, uma variante de HTML), Mobipocket (se não tiverem DRM), e lê também ficheiros Word ou PDF mas só se forem enviados para o Kindle por e-mail e depois convertidos pela Amazon – mas esse serviço não é grátis (10 cêntimos de dólar por cada e-mail). Os blogues e os jornais também requerem assinatura paga. Pode ler durante 30 horas sem se precisar de carregar a bateria. Armazena 200 livros, permite ligação à Wikipedia, sublinhar palavras e procurar no dicionário. Tem teclado (para escrever notas), mas não tem caneta.