Estão a fazer furor no Japão os livros escritos em telemóveis para serem lidos em telemóveis. Segundo o jornal australiano Sydney Herald, dos 10 livros mais vendidos no Japão nos primeiros seis meses de 2007, metade foi escrita no telemóvel. Os keitai shousetsu - expressão que em português significa aproximadamente “livro móvel” – destinam-se essencialmente a um público jovem e a maior parte deles são escritos por adolescentes. São comuns o uso de abreviaturas e de “emoticons”. Alguns livros chegam a vender mais de um milhão de exemplares, como é o caso de Koizora, que conta a história de uma rapariga raptada e violada pelos sequestradores. As histórias que mais vendem são todas a típica literatura de cordel, com pouco ou nenhum desenvolvimento das personagens e doses elevadas de sexo e crime. No entanto, a popularidade do formato está também a atrair a literatura “tradicional”, o que permitirá chegar a outros públicos: Os Irmãos Karamazov, a monumental obra-prima de Dostoievski, já vendeu mais de 300 mil exemplares.
De acordo com a Wired, um “livro móvel” tem normalmente entre 200 a 500 páginas, cada página contendo 500 caracteres japoneses.