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chihiro.jpg

Realização: Hayao Miyazaki
Duração: 126 min
Idade: M/ 6
Chihiro (Hiiragi), de 10 anos, viaja com os pais para a nova casa. Com dúvidas quanto à estrada correcta, seguem pelo que parece ser um atalho, mas esse caminho acaba junto a um longo túnel. Decidem deixar o carro e atravessar o túnel a pé, chegando a uma cidade aparentemente deserta. Os pais da menina, atraídos pelo agradável aroma, entram num restaurante e começam a comer, apesar de não haver ninguém no local. Desconfortável com a situação e com vontade de voltar para trás, a pequena caminha pela cidade, deparando com fantasmas e outras criaturas estranhas. Volta, a correr, para junto dos pais para descobrir, horrorizada, que os dois foram transformados em dois porcos bem gordos. A cidade é afinal uma estância de repouso para deuses e Chihiro vê-se forçada a trabalhar na casa de banhos da bruxa Yubaba (Natsuki), enquanto procura uma saída e um meio de salvar os pais.

Miyazaki criou uma história – “para todos os que têm 10 anos e para os que já tiveram” – que poderá ter uma mensagem simples, como a necessidade de lutar e enfrentar as adversidades, em vez de fazer birra, num canto. «A Viagem de Chihiro» envolve-se numa narrativa densa, com múltiplas personagens e situações elaboradas, fundadas em mitos e tradições japonesas – ainda que a arte seja, de um modo geral, saída da imaginação do autor –, que não haverão de parecer estranhos mesmo a quem nunca tenha visto um filme sobrenatural produzido no Japão.
Visualmente, o filme demonstra que a animação tradicional pode ainda surpreender e que a simplicidade aliada ao talento continua a ser um grande trunfo.

Sinopse de: http://www.asia.cinedie.com

Página sobre o filme: http://www.europafilmes.com.br/aviagemdechihiro/

Até ao dia de Natal, publicaremos todos os dias um poema de um autor português sobre o Natal. Este é o terceiro.

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Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.

Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.

Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.

Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

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