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Já falta menos de um mês para a visita da escritora Maria Teresa Maia Gonzalez. O programa provisório é o seguinte:
10h - Recepção e visita à exposição
10h15 - Apresentação da escitora
10h20 - Momento musical
10h30 - Sessão de perguntas e respostas
11h15 - Momento musical
11h30 - Entrega de prémios de:
- Olimpíadas da Leitura
- Peddy Paper na Biblioteca
- O Seu a Seu Dono
11h50 - Sessão de autógrafos
12h10 - Encerramento
Foram estes os primeiros seis classificados do Concurso «O Seu a Seu Dono». Cada um deles irá receber um livro.
1.º Sara Pereira – 6.º 6.ª
2.º Natacha Martins – 6.º 2.ª
3.º Celeste Darame – 6.º 2.ª
4.º Gonçalo Costa – 9.º 7.ª
5.º João Xavier – 5.º 3.ª
6.º Diana Gaspar – 6.º 2.ª
Parabéns a todos os participantes!!!
A entrega dos prémios ocorrerá no dia 29 de Maio, às 12 horas, na Biblioteca, na presença da escritora Teresa Maia Gonzalez.
Já terminou o concurso «O Seu a Seu Dono», intergrado nas comemorações do Dia Mundial do Livro. A solução do passatempo era a seguinte:

Parabéns a todos os participantes!
Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem-vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
José Afonso
Terminamos hoje, 25 de Abril, a série de poemas sobre o 25 de Abril, mais uma vez com aquele que é verdadeiramente o poeta de Abril:
Explicação do País de Abril
País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
não fica nas longas terras. Fica exactamente aqui
tão perto que parece longe.
Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
é rua e sonho é dolorosa intimidade.
Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência.
País de Abril é muito mais que pura geografia
é muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos veias
- os carris infinitos dos comboios da vida.
País de Abril é uma saudade de vindima
é terra e sonho e melodia de ser terra e sonho
território de fruta no pomar das veias
onde operários erguem as cidades do poema.
Não procurem na História que não ven na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.
País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
Por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens do País de Abril.
Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha:
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.
Manuel Alegre
Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.
Este é o oitavo:
Abril de Sim Abril de Não
Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.
Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.
Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.
Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.
Manuel Alegre
Os Vampiros
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
José Afonso
Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.
Este é o sétimo:
De Coração e Raça
“Sou português de coração e raça
Não há talvez maior fortuna e graça”
Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha
Agora vamos é ser
donos do nosso trabalhar
em vez de andar para alugar
com escritos na camisa
e o dinheiro que desliza
do salário para a despesa
compro cama vendo mesa
deito contas à pobreza
Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha
Agora vamos é ser
donos do nosso produzir
em vez de ter que partir
com escritos numa mala
e a idade que resvala
do nascimento para a morte
vou para o leste perco o norte
e o meu corpo é passaporte
Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha
Sérgio Godinho
Comemora-se hoje o Dia Mundial do Livro. Hoje temos uma oferta para ti na Biblioteca!
Oferecemos-te também um excerto de um dos melhores livros de sempre. Adivinhas qual é?
«- Saberás, Sancho, que o barco, que ali vês, está expressamente chamando por mim e convidando-me a que salte nele, e vá em socorro de algum cavaleiro ou de alguma alta pessoa, igualmente necessitada, decerto a atravessar um mau bocado. Tal é o estilo que se observa nas histórias cavaleirescas e com os encantadores em coisas desta natureza. (…) Estás a ver, Sancho, porque é que aquela casca de noz ali se encontra, tão certo como alumiar-nos ainda a luz do Sol. Antes que escureça, prende juntos Ruço e Rocinante, e que a mão de Deus nos guie. E toca a embarcar. Tão decidido, estou, que não voltaria a cara, nem que mo pedissem de mãos postas.
- Pois que Vossa Mercê manda - resmungou Sancho - e tem a mania de praticar estas cabeçadas, não tenho remédio senão obedecer. (…) Para descargo da minha consciência, só quero observar a Vossa Mercê que este barco não me parece dos tais encantados, mas de pescadores do rio, que aqui se pescam os melhores sáveis do mundo.»
Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.
Este é o sexto:
Tanto Mar
Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo pra mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
Chico Buarque

Comemora-se hoje o Dia Mundial da Terra, que desta vez tem a particularidade de ocorrer no Ano Internacional do Planeta Terra.
Algumas ligações:
Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA)
http://www.aspea.org/
Campo Aberto - Associação de Defesa do Ambiente
http://www.campoaberto.pt/
Centro de Estudos da Avifauna Ibérica (CEAI)
http://www.ceai.rcts.pt/
EURONATURA - Centro para o Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentado
http://www.euronatura.pt/
Fundo para a Protecção de Animais Selvagens (FAPAS)
http://www.fapas.pt/
Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (GAIA)
http://gaia.org.pt/
Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA)
http://www.geota.pt/
Liga para a Protecção da Natureza (LPN)
http://www.lpn.pt/
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA)
http://www.spea.pt/
Amigos de la Tierra (Espanha)
http://www.tierra.org/
Climate Action Network (CAN)
www.climatenetwork.org/
Climate Action Network - Europe (CAN Europe)
www.climnet.org/
European Environmental Bureau (EEB)
http://www.eeb.org/
European Federation for Transport and Environment (T&E)
http://www.t-e.nu
Friends of the Earth Europe (FoE Europe)
http://www.foeeurope.org/
Friends of the Earth International (FoEI)
http://www.foei.org/
Greenpeace Brasil
http://www.greenpeace.org.br/
Greenpeace International
http://www.greenpeace.org/
WWF International
http://www.panda.org/
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome pra qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai.
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu.
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou.
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação.
José Afonso
Este é o grupo 1 do concurso «O seu a seu dono»:
1- António Gedeão
2- Florbela Espanca
3- Teresa Gonzalez
4- Fernando Pessoa
5- Luís de Camões
6- Isabel Alçada
No âmbito da comemoração do dia do livro e do direito de autor (23 de Abril), a Biblioteca dinamiza o concurso «O seu a seu dono», no qual podes participar também através deste blogue. O objectivo do concurso é conseguires relacionar uma fotografia do autor (I), com o seu nome (II) e a sua obra (III), que poderás encontrar nas três entradas seguintes. Só tens de relacionar os números com as letras e os símblos (por exemplo, A3+) e enviar para este endereço de correio electrónico: netescola()netcabo.pt (substitui () por @), com o teu nome, n.º e turma e, e completando a frase SE EU FOSSE ESCRITOR… Haverá PRÉMIOS para os melhores!!!
O prazo termina no próximo dia 28 de Abril…
Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.
Este é o quinto:
Abril de Abril
Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.
Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.
Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.
Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
Manuel Alegre

O que provoca o mau hálito? E o cheiro a suor? De onde vêm os barulhos estranhos que o estômago produz? De que são feitos os macacos do nariz?
A ciência está em todo o lado e procura a resposta para todas as perguntas… mesmo para estas!
Um livro superdivertido e com ilustrações muito engraçadas que explica aos leitores mais jovens o funcionamento do corpo humano nos seus aspectos mais repugnantes: chichis e cocós, vómitos, gases, pontos negros e cheiros pestilentos. Acompanhado de ilustrações muito sugestivas, é a melhor maneira de introduzir a biologia, bem como hábitos de leitura, aos mais pequenos. Este livro serviu de base à exposição itinerante KNOJO, em exibição no Pavilhão do Conhecimento (onde fica até Agosto) tendo já registado vários milhares de visitantes.
PERFUME DE MULHER
“Scent of a Woman” (1992 – 150 m)
SINOPSE: Al Pacino, ganhou o seu primeiro Óscar de Melhor Actor com esta magnífica actuação, onde interpreta o papel de um tenente-coronel cego e já reformado, que contrata um jovem (Chris O’Donnell) para que o ajude a conquistar uma atraente mulher (Gabrielle Anwar). Este é um filme surpreendente e com um invulgar argumento, onde os opostos se atraem, quando os três embarcam num alucinante fim de semana que lhes irá mudar a vida para sempre.
Vencedor do Óscar para melhor actor em 1993.
REALIZADOR: Martin Brest
INTÉRPRETES:Al Pacino, Chris O’Donnell, James Rebhorn, Gabrielle Anwar, Philip Seymour Hoffman, Richard Venture, Bradley Whitford
Para uma boa conservação da colecção.
Disponível aqui
Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.
Este é o quarto:
Para Aquém de Abril
Entardeceram
nos umbrais da aurora
as memórias do teu rosto
Abril…
Nunca mais soprou o vento
depois
de Novembro
a vida
petrificou-se na inconstância
do rio…
não mais navegam
o teu sorriso
de florestas virgens
Hoje
passeio atónito
na neblina
das montanhas
fluir no tempo
na inércia da aventura
sonhar parado
no caminho em movimento
vir à estrada
e saber oscilar no horizonte
ser a terra
o mar
o sol
e a boca
cantar poema aberto
esperança viva
olhar o homem disperso
e cantá-lo
com a herança do ventre
reinvento-me
e não passo da superfície
deste mar austero
nos flancos do dia
arde o inatingível
torno a inventar
(o desfraldar das areias
vai-se consumindo
até que o sol nasça)
Francisco Duarte

O “Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor” é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Na biblioteca, vamos desenvolver várias actividades de comemoração da efeméride, entre as quais um concurso: «O seu a seu dono». Podes participar no concurso também através do blogue. Fica atento, a partir de segunda-feira, às pistas que formos dando…
Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.
Este é o terceiro:
A Rapariga do País de Abril
Habito o sol dentro de ti
descubro a terra aprendo o mar
rio acima rio abaixo vou remando
por esse Tejo aberto no teu corpo.
E sou metade camponês metade marinheiro
apascento meus sonhos iço as velas
sobre o teu corpo que de certo modo
é um país marítimo com árvores no meio.
Tu és meu vinho. Tu és meu pão.
Guitarra e fruta. Melodia.
A mesma melodia destas noites
enlouquecidas pela brisa no País de Abril.
E eu procurava-te nas pontes da tristeza
cantava adivinhando-te cantava
quando o País de Abril se vestia de ti
e eu perguntava atónito quem eras.
Por ti cheguei ao longe aqui tão perto
e vi um chão puro: algarves de ternura.
Quando vieste tudo ficou certo
e achei achando-te o País de Abril.
Manuel Alegre
Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.
Este é o segundo:
As Portas Que Abril Abriu
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais feliz
dos povos à beira-terra
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raíz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinhiero estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos dos passado
se chamava esse país
Portugal suicidado
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas tabém tinha a seu lado
muitos homens na prisão
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com a que a força da vida
seja maior do que a morte
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão
Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa
Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis
Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
- pode nascer um país
do ventre duma chaimite
Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
- é a força revolucionária!
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados “páras”
que não queriam o degredo
de um povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração
Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma razão
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer
E em Lisboa capital
dos nosvos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua prórpia pobreza
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo de mês de Junho.
Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.
Mas era olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que desbobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.
E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideias
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio faziam
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.
Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.
E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.
Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.
Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.
Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
- cumpriu-se a revolução.
Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabrões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os genarais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.
Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.
E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.
Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.
E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
apenderam Portugal.
Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opões àqueles que o firam
consciência nacional.
Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.
Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.
Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
- Não havia estado novo
nos poemas de Camões!
Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.
Em em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalhos crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
de um país que vai nascer.
Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser
pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.
No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pédo Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!
É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.
Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua prórpia grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viesses ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
Na frente de todos nós
povro soberano e total
e ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisa em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser reoubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
José Carlos Ari dos Santos
A partir de hoje, e até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.
Aqui vai o primeiro:

Eu Sou Português Aqui
Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.
Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.
Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.
Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.
Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.
Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.
Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.
ainda urgente.
Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.
Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
José Fanha
Trabalho de um colega da escola (DF)
A Pedra Mágica, de Tony DiTerlizzi e Holly Black
Editorial Presença
Colecção: As Crónicas de Spiderwick
Sinopse: Graças ao livro misterioso deixado pelo há muito desaparecido tio-bisavô Arthur Spiderwick, a vida para os irmãos Grace - Jared, Simon e Mallory - torna-se mais imprevisível que nunca. Quando Simon sai à procura da sua gata e desaparece, Jared fica convencido de que uma das criaturas do Guia Prático do Mundo Fantástico, de Arthur Spiderwick está relacionada com o seu desaparecimento. Mallory não tem assim tanta certeza. Mas quando ela e Jared têm de lutar com um bando de goblins saqueadores, Mallory começa a pensar que talvez Jared tenha razão - Simon corre um grande perigo, e cabe-lhe a ela e a Jared salvá-lo.
O filme Blindness, do realizador brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus, O Fiel Jardineiro, uma adaptação do romance O Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, chega às salas portuguesas em Novembro. Com Julian Moore, Mark Rufallo e Danny Glover nos principais pais, Blindness (ainda sem título em português) conta a história de uma epidemia de cegueira que atinge uma comunidade (excepto uma mulher, a doutora interpretada pela actriz Juliane Moore) e revelará o pior do ser humano.
Aqui fica o trailer:
Uma Aventura no Alto Mar
de Isabel Alçada, Ana Maria Magalhães
Editorial Caminho
O número 50 da Colecção “Uma Aventura” leva-nos desta vez até à Antárctida.
O que começou por ser uma pequena subida à falésia para ver o nascer do Sol transformou-se numa grande aventura que levou o grupo dos cinco amigos até ao mundo mágico do continente gelado, o Pólo Sul.
MAR ADENTRO
“Mar Adentro” (2004 – 125 m)
SINOPSE: Ramón (Javier Bardem) é um tetraplégico que está preso a uma cama há trinta anos.
A sua única janela para o mundo é a do seu quarto, perto do mar, mar em que tanto viajou mas também onde teve o acidente que lhe roubou a juventude e a vida. Desde então que Ramón luta pelo direito a pôr termo à vida dignamente, luta pelo direito à eutanásia.
A chegada de duas mulheres à sua vida alterará a sua existência: Julia é uma advogada que está disposta a apoiar a sua luta a favor da eutanásia, Rosa, uma vizinha que não desiste enquanto não o convencer que viver vale a pena. A personalidade de Ramón acaba por cativar as duas mulheres, que são obrigadas a questionar, como nunca até então, os princípios que regem as suas vidas. Ramón sabe que só a pessoa que o ama verdadeiramente será aquela que o ajudará a realizar a sua última viagem.
REALIZADOR: Alejandro Amenábar
INTÉRPRETES: Javier Bardem, Belén Rueda, Lola Dueñas, Mabel Rivera, Celso Bugallo, Clara Segura, Joan Dalmau, Alberto Jiménez, Tamar Novas, Francesc Garrido, José María Pou.
“Alive” (1993 - 121m)
SINOPSE: Na tarde de sexta-feira 13 de Outubro de 1972, teve início uma das histórias de sobrevivência mais controversas e inspiradoras, quando um avião transportando uma equipa júnior de râguebi do Uruguai se despenhou nas montanhas dos Andes.
Alguns passageiros tiveram morte imediata, mas a maior parte sobreviveu. Durante oito dias, ficaram à espera de serem salvos. Mas o socorro nunca chegou e eles souberam pela rádio que as buscas tinham sido abandonadas. Rapidamente a comida e a bebida se esgotou.
Forçados a viver a temperaturas abaixo de zero durante dez semanas, os sobreviventes suportaram o inimaginável, fazendo o impensável, até que três dos rapazes, Nando Parrado (Ethan Hawke), Antonio Balbi (Vincent Spano) e Roberto Canessa (Josh Hamilton) deixaram o acampamento numa tentativa heróica de percorrer as montanhas em busca de ajuda.
REALIZAÇÃO: Frank Marshall
INTÉRPRETES: Ethan Hawke, Vincent Spano, Josh Hamilton, Bruce Ramsay, Josh Lucas
O SEGREDO DOS PUNHAIS VOADORES
“House Of Flying Daggers” (2004 - 114 m)
SINOPSE: A Dinastia Tang fora durante muito tempo uma das mais prósperas da história chinesa. Mas em 859 está em declínio, o Imperador é incompetente e o governo corrupto. A inquietação instala-se por todo o território e muitos rebeldes armados juntam-se em protesto. A mais poderosa e prestigiada organização secreta é conhecida como “A Casa dos Punhais Voadores”.
Ao roubarem aos ricos para dar aos pobres, conquistaram o apoio e a admiração do povo, mas também se tornaram os mais odiados pelos governantes. Para desespero destes, mesmo depois de terem assassinado o chefe do grupo, a Casa continua cada vez mais poderosa e tem um misterioso novo líder.
Dois capitães, Leo (Andy Lau) e Jin (Takeshi Kaneshiro) são ordenados para capturar o novo líder em dez dias. Jin faz-se passar por um guerreiro solitário e salva da prisão a revolucionária e bela Mei (Zhang Ziyi). Ao conquistar a sua confiança, ele vai acompanhá-la até ao secreto quartel-general da “Casa dos Punhais Voadores”. O plano resulta, mas para sua surpresa, Jin e Mei apaixonam-se durante a longa e desconhecida jornada…
REALIZADOR: Zhang Yimou
INTÉRPRETES: Takeshi Kaneshiro, Andy Lau, Ziyi Zhang, Dandan Song.
OS MISERÁVEIS
“Les Misérables” (1998 – 129 m)
SINOPSE: O apaixonante romance de redenção e revolução de Victor Hugo ganha vida, pelo engenho do realizador Bille August e do seu brilhante elenco.
Liam Neeson é o protagonista, no papel de Jean Valjean, um prisioneiro sem coração que se transforma por um simples acto de compaixão. Uma Thurman é Fantine, a vulnerável prostituta que roga a Valjean que lhe crie a única filha, Cosete (Claire Danes).E o vencedor de um Oscar®, Geoffrey Rush (Melhor Actor, Shine - Simplesmente Genial, 1996) é um ambicioso oficial da polícia, determinado a mandar Valjean de volta para a prisão. Um verdadeiro épico, Os Miseráveis “é magnífico! Um drama humano comovente e poderoso, com brilhantes interpretações de Liam Neeson e Geoffrey Rush *****” (Bill Diehl, ABC Radio).
REALIZADOR: Bille August
INTÉRPRETES: Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman, Claire Danes, Hans Matheson, Reine Brynolfsson, Peter Vaughan.
DESCOBRIR FORRESTER
“Finding Forrester” (2000 – 130 m)
SINOPSE : Wallace (Rob Brown) é uma estrela de basquetebol de 16 anos com uma paixão secreta pela escrita. William Forrester (Sean Connery) é um famoso e recluso novelista que está zangado com o mundo. Depois de um inesperado encontro, Forrester torna-se no improvável mentor de Jamal e ambos os homens aprendem lições um do outro, sobre a importância da amizade.
REALIZADOR: Gus Van Sant
INTÉRPRETES: Sean Connery, Rob Brown, F Murray Abraham, Anna Paquin, Busta Rhymes, April Grace, Michael Pitt
O Livro Fantástico, de Tony DiTerlizzi e Holly Black
Editorial Presença
Colecção: As Crónicas de Spiderwick
Sinopse: Após o divórcio dos pais, os filhos de Grasse - os gémeos Fared e Simon e a sua irmã mais velha, Mallory - foram viver com a mãe para uma antiga mansão, já um tanto decadente, que pertencia à tia-avó, Lucinda, que vivia agora numa instituição. Antes mesmo de terem desfeito as malas, James começa a suspeitar de que não estão sós no casarão. Há ali alguém a viver entre aquelas paredes. As suas investigações acabam por levá-lo a descobrir um livro cheio de imagens de criaturas fantásticas - o Guia Prático do Mundo Fantástico, de Artur Spiderwick. E James descobre outra coisa ainda mais misteriosa: Arthur Spiderwick, o pai da tia-avó Lucinda, tinha sido dado como desaparecido…
GORILAS NA BRUMA
“Gorillas in the Mist” (1988 – 124 m)
SINOPSE: Uma vida que terminou demasiado cedo. O trabalho de uma vida que viverá para sempre. A história verídica de Dian Fossey.
Perdida na imensidão verde da floresta tropical que cobre as montanhas do Ruanda, uma família de gorilas vive e brinca isolada. Sentada entre os símios está uma mulher que imita os seus gestos, finge roer folhas e aos poucos ganhou a confiança do macho dominante do grupo. Essa mulher é Dian Fossey.
O realizador Michael Apted trouxe ao grande ecrã a fascinante história desta zoóloga pioneira, filmando-a no habitat natural dos gorilas de montanha no Ruanda. Sigourney Weaver, num papel que lhe valeu o Globo de Ouro para Melhor Actriz Dramática, interpreta Dian Fossey, uma mulher forte e carismática, dominada pela ideia fixa que constituía a sua maior força e, talvez, levou à sua trágica morte.
REALIZADOR: Michael Apted
INTÉRPRETES: Sigourney Weaver, Bryan Brown, Julie Harris, John Omirah Miluwi, Iain Cuthbertson, Constantin Alexandrov, Waigwa Wachira, Iain Glen, David Lansbury, Maggie O’Neill, Konga Mbandu, Michael J. Reynolds, Gordon Masten, Peter Nduati, Helen Fraser.
MÁSCARA
“Mask” (1985 – 115 m)
SINOPSE: Este extraordinário filme é baseado numa história verídica de Rocky Dennis, um adolescente com uma doença que desafiou toda a ciência médica ao continuar vivo, cuja cara se assemelha a uma máscara bizarra. Cher no seu primeiro papel principal, interpreta a sua mãe, Rusty. Com a ajuda desta e de uma intensa determinação para viver, Rocky ultrapassa a dor, a solidão e o preconceito, para emergir como um jovem notável que se torna numa inspiração para a sua turma e professores.
Realizado com sensibilidade e sinceridade nítida por Peter Bogdanovich, a Máscara realça as incríveis interpretações de Cher e Eric Stultz, juntamente com um poderoso elenco. É um tributo prosaico ao herói que se esconde em cada um de nós.
REALIZADOR: Peter Bogdanovich
INTÉRPRETES: Cher, Sam Elliott, Eric Stoltz, Estelle Getty, Richard A. Dysart, Laura Dern, Micole Mercurio, Harry Carey Jr., Dennis Burkley, Lawrence Monoson, Ben Piazza, L. Craig King, Alexandra Powers.
TRANSFORMERS – O FILME
“Transformers” (2007 – 138 m)
SINOPSE: Do realizador Michael Bay e produtor executivo Steven Spielberg chega-nos uma emocionante batalha entre os AUTOBOTS e os DECEPTICONS. Quando a sua luta épica desce à Terra, tudo o que separa os terríveis DECEPTICONS do poder supremo é uma pista na posse de Sam Witwicky (Shia LaBeouf). Junta-te à luta pela sobrevivência humana nesta extraordinária aventura, “com efeitos especiais e sequências de acção verdadeiramente de encher a vista, que fascinará a criança que há dentro de cada um de nós.” Claudia Puig, USA Today
REALIZADOR: Michael Bay
INTÉRPRETES: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Jon Voight, Bernie Mac, Tyrese Gibson, Rachael Taylor, Amaury Nolasco, Kevin Dunn, Ronnie Sperling
O Livro dos Mil Dias, de Shannon Hale
Gradiva, 2008
Quando Lady Saren se recusa a aceitar casar com um homem que despreza, é encerrada numa torre durante sete anos com Dashti, a sua aia, e as duas preparam-se para uma longa e sombria pena.
Apesar de a comida começar a escassear e os dias passarem de um calor insuportável a um frio de gelo, Dashti faz todos os possíveis por as manter alimentadas e confortáveis. Então, com a chegada dos pretendentes de Saren à torre — um deles desejado, o outro muito pelo contrário —, as jovens vivem momentos de grande esperança e enorme perigo, e Dasthi terá de fazer escolhas importantes, descobrindo que a sua vida vale muito mais do que imaginava.
O Livro dos Mil Dias é uma recriação do conto «A Donzela Maleen», da autoria dos irmãos Grimm. Com uma linguagem extremamente poética e situado nas estepes da Ásia Central, este livro é um remake único, pleno de aventura, romance, drama e mistério.
MARIE ANTOINETTE
“Marie Antoinette” (2006 – 118 m)
SINOPSE: Escrito e realizado pela vencedora do Oscar® da Academia Sofia Coppola (2003, Melhor Argumento Original, Lost In Translation – O Amor É um Lugar Estranho), MARIE ANTOINETITE conta a história electrizante mas íntima da vida turbulenta de uma das vilãs favoritas da história mundial. Kirsten Dunst interpreta a infeliz princesa que casou com o jovem e apático Rei de França, Louis XVI (Jason Schwartzman). Sentindo-se isolada numa corte onde abundava o escândalo e a intriga, Maria Antoinette desafiou tanto a realeza como o povo vivendo como uma estrela de rock, o que serviu unicamente para selar o seu destino.
REALIZADOR: Sofia Coppola
INTÉRPRETES: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Rip Torn, Molly Shannon, Judy Davis, Steve Coogan, Asia Argento, Marianne Faithful, Aurore Clement, Shirley Henderson.
Disponível aqui
A UNESCO decretou 2008 como o Ano Europeu do Diálogo Intercultural. Com o objectivo de fomentar a escrita e a criatividade das crianças, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas lança, a partir de hoje, e durante todo o mês de Abril, um Passatempo no qual podem participar crianças dos oito aos 13 anos, divididos por duas categorias (dos oito aos 10 e dos 11 aos 13 anos).
Ver regulamento
Comemora-se hoje, 2 de Abril, o Dia Internacional do Livro Infantil. Deixamos aqui a mensagem do IBBY (International Board on Books for Young People) para 2008:
«Os livros iluminam, o conhecimento encanta
A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.
Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.
Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.
Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.
As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.
Chakrabhand Posayakrit

















