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Conclusões do Encontro «Oeiras a Ler», subordinado ao tema: «A Promoção da Leitura para os Públicos Jovens e o Papel da Biblioteca Pública». Apresentação de Manuela Barreto Nunes
Para uma boa conservação da colecção.
Disponível aqui
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Vai decorrer nos dias 11 e 12 de Abril, no Centro Cultural Olga Cadaval, o 6.º Encontro Eterna Biblioteca de professores e educadores de Sintra sobre Bibliotecas Escolares. O programa é o seguinte:



A criatividade ao serviço da arte de arrumar livros. Trinta exemplos que poderiam tornar as nossas bibliotecas bem mais originais. Para ser visto aqui.
Comunicação apresentada na Reunião dos Coordenadores Interconcelhios RBE, 13 de Março de 2008.
Apresentação electrónica sobre Bibliotecas Digitais, apresentada no encontro interconcelhio de Sintra/Cascais de coordenadores de Bibliotecas Escolares da RBE.
A apresentação sobre a Biblioteca Escolar Digital pode ser encontrada aqui.
O jornal “Público” tem hoje como um dos seus temas principais o plágio de trabalhos nas escolas portuguesas com recurso à Internet, problema que afecta todos os níveis de ensino do básico ao superior.
O que dizem os alunos:
«Há quem se gabe de ter conseguido uma “nota máxima” com um trabalho que era apenas o resultado apressado de uma operação de “corta e cola” da Internet – “mas pus lá a fonte!” Uma adolescente com um sorriso traquina explica que vai continuar a arriscar: “Aquilo na Wikipédia [a enciclopédia on-line escrita por cibernautas de todo o mundo] está tudo tão bem escrito que não vale a pena nós mudarmos nada”, diz outra rapariga de 14 anos.” Outra ainda lamenta: “Os meus professores são muito espertos, não posso copiar.”»
«Os olhos de um rapaz de 11 anos abrem-se muito, quase assustados, quando é confrontado com a pergunta: “Não tens medo que a informação que estás a tirar da Net não esteja correcta?” Nunca tinha pensado nisso.»
Sobre os livros:
«Uma coisa é certa, remata uma aluna: “Dos livros em papel não se consegue fazer copy-paste.” Tem que se ler “e escrever tudo”. O que, na sua opinião, é uma grande desvantagem. »
Indicadores preocupantes:
«Um inquérito [...] feito na Universidade de Lyon, França, e [que] envolveu 1100 estudantes e 120 professores de três escolas [...] revela que quatro em cada cinco estudantes confessam que já recorreram ao “copy/paste”, ou seja, já copiaram um texto da Internet para um trabalho, sem o alterar. Por isso, não é de estranhar que nove em cada dez professores já se tenham confrontado com essa situação. Num inquérito semelhante divulgado em 2006, 70 por cento dos estudantes calculam que um trabalho pode ter, pelo menos, um quarto dos textos copiados da Internet. Entre os que retiram da Internet menos de 25 por cento dos textos para os trabalhos, três em cada cinco dizem que “raramente” recorrem a esse método.
Existe uma confusão entre citar um texto e plagiá-lo, aponta o estudo, pois três em cada cinco professores consideram que as citações estão mal identificadas nos trabalhos.»
A opinião mais sensata:
«A decisão destas escolas [de bloquear o acesso à wikipédia] tem sido motivo de discussão na Internet. Denise Gonzalez-Walker, que escreve no blogue de educação do jornal Seattle Post-Intelligencer, pergunta porque é que não se pode fazer da Wikipédia uma oportunidade para ensinar. É “uma pena” que os professores e bibliotecários não façam desta situação uma oportunidade para pôr os alunos a rever as afirmações da Wikipédia, a investigar o que está escrito; e a discutir e a reflectir sobre os novos meios de comunicação, considera. »
Temos mesmo de reflectir sobre as formas de promover a literacia da informação nas nossas escolas e bibliotecas…
De acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos, a Internet parece estar a desenvolver o gosto pelos livros e pelas bibliotecas. Dos 53% dos inquiridos que afirmaram ter visitado uma biblioteca em 2007, os utilizadores mais frequentes tinham entre 18 e 30 anos. Segundo a pesquisa, os cibernautas são duas vezes mais propensos a visitar bibliotecas.
Esta notícia vem confirmar aquilo que muitos de nós já dizem há muitos anos (que a Internet permite desenvolver competências de leitura e gosto pela aprendizagem permanente) e desmente os que auguravam o fim das bibliotecas e o declínio dos livros e da leitura face à concorrência da Internet.
Notícia no Diário Digital.
O Centro de Informação Europeia Jacques Delors reformulou em Novembro a sua biblioteca na Internet, que pretende ser uma referência nacional para o acesso aos documentos sobre assuntos europeus
Resultado de uma parceria com a Direcção-Geral de Assuntos Europeus, a Infoeuropa apresenta agora um interface de pesquisa mais acessível e usável, bem como novos serviços e funcionalidades.
A biblioteca reúne um espólio de cerca de 30 mil registos de documentos, entre os quais tratados, catálogos, brochuras e periódicos, sendo possível fazer o download gratuito de edições em formato electrónico.
Fonte: Portal do Cidadão
Comemora-se na próxima semana, dia 16 de Novembro, o dia Internacional da Tolerância. Para celebrar a data nas escolas podem aproveitar-se algumas das ideias avançadas pelo guia, editado pelo Alto Comissariado para a Imigração e o Diálogo Intercultural, 44 ideias simples para promover a tolerância e celebrar a diversidade. O guia pode ser descarregado no seguinte endereço: http://www.acime.gov.pt/docs/Eventos/44ideiasC.pdf
A Scholastic Library Publishing (EUA) publicou em 2006 um relatório que faz uma recolha de vários estudos feitos ao longo dos últimos 10 anos relacionados com bibliotecas escolares. No prefácio desse relatório podemos ler: “uma parte substancial da investigação feita desde 1990 demonstra claramente a importância das bibliotecas escolares na educação dos alunos. Seja quando o desempenho dos alunos é medido através de testes de leitura padrão, seja quando se mede o desempenho na aprendizagem de uma forma mais global, as pesquisas demonstram que uma biblioteca bem equipada, gerida por pessoal formado e especializado, exerce um impacto positivo na performance dos alunos, independentemente do nível socio-económico ou educativo da comunidade onde está inserida”.
O estudo pode ser lido aqui.
In BICA




