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«A paisagem mais maravilhosa do mundo é o rosto humano»
Aqui fica o primeiro excerto do encontro com a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez (pedimos desculpa pela fraca qualidade do som)

É o título de uma notícia do jornal Público de hoje, que faz o balanço dos primeiros dois anos do Plano Nacional de Leitura (PNL), baseado no Estudo de Avaliação do Plano Nacional de Leitura encomendado ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e coordenado António Firmino da Costa. Em declarações ao jornal, António Firmino da Costa reconhece que há “um clima social muito favorável à ideia de que o país precisa de ler mais e melhor”. Noventa e seis por cento dos 1037 inquiridos no estudo consideram os objectivos do PNL “importantes ou muito importantes” . Das 2699 escolas que responderam ao inquérito do ISCTE, 96 por cento desenvolveram actividades de leitura orientada e 65 por cento constataram progressos no domínio da leitura, o que demonstra “o apetite latente por operações de reforço das políticas de promoção da leitura e a capacidade de implantação do PNL”.
«Mundos Mudos» dos Da Weasel: Banda sonora da peça A História de Joana (adaptação teatral da obra A Lua de Joana, de Teresa Maia Gonzalez
Ligo directo para a caixa de correio só para ouvir a tua voz,
Sei que é cena fora mas todo o dia chega a hora em que
o lado esquerdo chora quando se lembra de nós
A vida corre tranquila, cada vez menos reguila
meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto
Pode ser que o passado fique por onde deve estar:
No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito,
Este é um presente que eu aceito
Para atingir a tranquilidade
Que supostamente se atinge com a nossa idade
A verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita…
Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi…
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,
Muda de número, eu mudei o meu,
Muda de número, eu mudei o meu,
Muda de número, eu mudei o meu,
Muda de Mundo que eu mudei o meu.
Cada vez que eu ligo tento deixar mensagem
mas acabo por nunca arranjar a coragem necessária
Gostava apenas de partilhar contigo o quotidiano habitual
Nada que se compare com as correrias doutras alturas e doutros abismos
E já que falo por eufemismos
Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti…
A casa tá diferente, parece digna de gente
Dá gosto sentar no sofá com a tv pela frente
Comprei uma máquina de café
Xpto, bem bonita, azul bebé
Ocasionalmente cozinho e bebo o meu vinho
E esqueço o fumo que nos dava aquele quentinho
Hoje em dia é mais à base do ar condicionado
Condicionei a tentação num clima controlado
Quero que saibas que tou bem, sei que tu mais ou menos
Sempre gostaste de brincar em perigosos terrenos
Em relação a isso eu não sei o que fazer
E se calhar é por isso mesmo que acabo por não dizer que
a verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita…
Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi…
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora,
Muda de número, eu mudei o meu,
Muda de número, eu mudei o meu,
Muda de número, eu mudei o meu,
Muda de Mundo que eu mudei o meu.

A História de Joana (Ensaios)
Texto da adaptação teatral de A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez, realizado pelas turmas 2 e 5 do 8.º Ano.
A História de Joana
No âmbito da Semana da Leitura 2008, vamos desenvolver na Biblioteca a iniciativa “5 dias, 5 poemas”.
Este é o quinto:

Impressão Digital
Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!!
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!
António Gedeão
No âmbito da Semana da Leitura 2008, vamos desenvolver na Biblioteca a iniciativa “5 dias, 5 poemas”.
Este é o quarto:

Aquela nuvem
Aquela nuvem
parece um cavalo…
Ah! Se eu pudesse montá-lo!
Aquela?
Mas já não é um cavalo,
É uma barca à vela.
Não faz mal.
Queria embarcar nela.
Aquela?
Mas já não é um navio,
é uma torre amarela
a vogar no frio
onde encerraram uma donzela.
Não faz mal.
Quero ter asas
para a espreitar da janela.
Vá, lancem-me no mar
donde voam as nuvens
para ir numa delas
tomar mil formas
com sabor a sal
- Labirinto de sombras e de cisnes
No céu de água-sol-vento-luz
concreto e irreal…
José Gomes Ferreira
Apresentação electrónica de promoção da Semana da Leitura na nossa escola.
No âmbito da Semana da Leitura 2008, vamos desenvolver na Biblioteca a iniciativa “5 dias, 5 poemas”.
Este é o terceiro:

Canção de Leonoreta
Borboleta, borboleta
flor do ar
onde vais, que me não levas?
Onde vais tu Leonoreta?
Vou ao rio e tenho pressa!
Não te ponhas no caminho.
Vou ver o jacarandá,
Que deve estar florido.
Leonoreta, Leonoreta
Que me não levas contigo…
Eugénio de Andrade
No âmbito da Semana da Leitura 2008, vamos desenvolver na Biblioteca a iniciativa “5 dias, 5 poemas”.
Este é o segundo:

SEGREDO
Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar…
Miguel Torga
No âmbito da Semana da Leitura 2008, vamos desenvolver na Biblioteca a iniciativa “5 dias, 5 poemas”.
Este é o primeiro:

AS ÁRVORES E OS LIVROS
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Jorge Sousa Braga
Em entrevista ao DN, de 4 de Fevereiro de 2007, (conduzida por Pedro Sousa Tavares),a comissária o Plano Nacional de Leitura, Isabel Alçada, faz um balanço do impacto que o PNL está a ter na sociedade portuguesa. Sob o título “Temos um milhão a ler nas aulas”, Isabel Alçada destaca a necessidade de instrumentos de avaliação da qualidade da leitura e a importância do envolvimento das famílias. Já no seu papel de escritora, Isabel Alçada revela que no próximo mês sairá um novo título da sua colecção “Uma Aventura” - Uma Aventura em Alto Mar - com o qual as autoras pretendem “tentar despertar a curiosidade dos leitores para o que é a Antárctida e a investigação científica que lá se faz”.
Dois estudos realizados no âmbito do Plano Nacional de Leitura (PNL) mostram que os portugueses estão a ler mais do que há 10 anos e propõem um conjunto de procedimentos a adoptar nos estabelecimentos de ensino. Trata-se de “A Leitura em Portugal”, sob coordenação de Maria de Lurdes Lima dos Santos (disponível aqui), e “Para a Avaliação do Desempenho de Leitura”, sob coordenação de Inês Sim-Sim (disponível aqui).
Segundo o estudo de Lima dos Santos, verificou-se um aumento do número de leitores de livros na ordem dos 7% , enquanto nas revistas e nos jornais o número de leitores cresceu, respectivamente, 6%. e 20%. Apesar da evolução, Portugal ainda está longe dos patamares europeus, sobretudo no que diz respeito à leitura de livros.
De acordo com a tipologia de leitura, confirma-se que o perfil dos leitores é claramente feminizado, mais escolarizado, mais jovem, com uma percentagem elevada de estudantes.
O estudo “Para a Avaliação do Desempenho da Leitura”, procurou dar resposta à necessidade de identificação e avaliação dos instrumentos existentes em Portugal para a aferição do desempenho na área da leitura.
Este estudo apresenta um conjunto de procedimentos a adoptar para os estabelecimentos de referências nacionais de aprendizagem da leitura ao longo dos dois primeiros ciclos do ensino básico.
Foi já feita a encomenda de novas que vão reforçar o fundo documental destinado ao Plano Nacional de Leitura
Para Leitura orientada na sala de aula:
Gonzalez, M. Teresa Maia, Sempre do teu lado, Verbo
Sepúlveda, Luís, História de Uma Gaivota e doGato que a Ensinou a Voar, Asa
Magalhães, Ana Maria e Outro, Quero ser outro, Caminho
Torga, Miguel, Bichos, Dom Quixote
Gedeão, António História breve da Lua, Sá da Costa
Gonzalez, Maria Teresa Maia, Os herdeiros da lua de Joana, Verbo
Hemingway, Ernest, O Velho e o Mar, Livros do Brasil
Torga, Miguel, Novos contos da Montanha, Dom Quixote
Saint-Exupéry, Antoine, O Principezinho, Presença
Marquez, Gabriel Garcia, Crónica de uma Morte Anunciada, Dom Quixote
Orwell, George, O Triunfo dos Porcos, Europa-América
Amado, Jorge, Os Capitães da Areia, Dom Quixote
Para leitura autónoma:
Bradley, Marian Dimmer, As brumas de Avalon (4. vols.), Difel
Bach, Richard, Fernão Capelo Gaivota, Europa-América
Golding, William, O Deus das moscas, Texto Editores
Gonzalez, Maria Teresa Maia, Recados da mãe, Verbo
Gonzalez, Maria Teresa Maia, Voa comigo, Presença
Jacques, Brian, Os náufragos do holandês voador, Asa
Marques, Raúl Malequias, Um segredo aos pés da estátua, Ambar
Mota, António, Os sonhadores, Gailivro
Quino, Mafalda (B.D.), Teorema
Scheurmann, Erich Papalagui, Antígona
Soares, Luísa Ducla, Diário de Sofia e companhia aos 15 anos, Presença
Suskind, Patrick, O perfume, Presença
Vieira, Alice, Um fio de fumo nos confins do mar, Caminho
Xingjian, Gao, Uma cana de pesca para o meu avô, Dom Quixote
Estes títulos vêm juntar aos já adquiridos no ano lectivo anterior para leitura orientada na sala de aula:
Ondjaki, Momentos de Aqui, Caminho
Saldanha, Ana , O Romance de Rita R., Caminho
Gonzalez, Teresa Maia, O guarda da praia, Verbo
Gonzalez, Teresa Maia, O Salvador, Verbo
Gonzalez, Teresa Maia, A Lua de Joana, Verbo
Paz, Augustin Fernandez, O Centro do Labirinto, Âmbar
Orlev, Uri, A Ilha na Rua dos Pássaros, Âmbar
Sepúlveda, Luís, O Velho que Lia Romances de Amor, Edições Asa
Couto, Mia, Estórias Abensonhadas, Caminho
Torrado, António, O Homem sem Sombra, Caminho

Herbário, de Jorge Sousa Braga, com desenhos de Cristina Valadas, é um excelente livro de poesia para crianças e jovens e que os adultos também gostam de ler. A obra foi distinguida com o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e é um dos livros recomendados pelo PNL para leitura orientada em sala de aula no 2.º ciclo.
Eis um dos seus belos poemas:
AS ÁRVORES E OS LIVROS
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Jorge Sousa Braga nasceu em 1957, em Vila Verde, e é médico obstetra no Porto. Os seus cinco primeiros livros de poesia, publicados nos anos oitenta, encontram-se reunidos em O Poeta Nu (1991).
É também notável tradutor, tendo vertido para português para português poemas de Jorge Luis Borges, Matsuo Bashô, Li Po e Appolinaire.
Bibliografia:
O Poeta Nu (1991), 2.ª edição, Fenda Edições, Lisboa, 1999
Fogo Sobre Fogo, Fenda Edições, Lisboa, 1998
Herbário, Assírio & Alvim, Lisboa, 1999
A Ferida Aberta, Assírio & Alvim, Lisboa, 2001
Pó de Estrelas, Assírio & Alvim, Lisboa, 2004
Porto de Abrigo, Assírio & Alvim, Lisboa, 2005

Após 50 dias, os três primeiros classificados das Olimpíadas da Leitura são os seguintes:
1.º - Daniel Fernandes, 8. ano
2.º - Dúnia Santos, 8. ano
3.º - Tássila Sousa, 6.º ano
Ainda vais a tempo de te habilitares aos óptimos prémios que temos para ti. Informa-te na Biblioteca ou com o teu professor de Língua Portuguesa.
Médicos e enfermeiros dos Centros de Saúde e dos Hospitais Pediátricos vão actuar como promotores de leitura junto de famílias com crianças entre os seis meses e os seis anos, segundo um protocolo com a comissão do Plano Nacional de Leitura, hoje divulgado.
In Público - Ler notícia completa
O projecto da nossa escola de promoção da leitura e de aplicação do Plano Nacional de Leitura (PNL) no 3.º ciclo do ensino básico foi um dos 175 projectos seleccionados pelo PNL para apoio financeiro. A lista (em formato pdf) de todas as escolas apoiadas pode ser consultada aqui.
Os CTT, em parceria com o Plano Nacional de Leitura, voltam a lançar o programa de dinamização de escrita e leitura “Onde te leva a imaginação?”.
Este programa tem como objectivos incentivar a leitura e desenvolver o poder imaginativo e criativo das crianças através da escrita e da ilustração.
Pretende-se abranger três níveis de educação e ensino: Educação Pré-escolar, 1º Ciclo do Ensino Básico e 2º Ciclo do Ensino Básico.
Para cada nível de educação e ensino, são propostas actividades de leitura com recurso a obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura, bem como actividades relacionadas com conteúdos CTT.
Mais informações aqui.
O Plano Nacional de Leitura – em colaboração com as Bibliotecas Municipais da Rede Pública, com o IPLB e com a RTP – promove no ano lectivo de 2007 / 2008, a 2.ª edição do Concurso Nacional de Leitura.
Trata-se de uma proposta dirigida a todas as escolas do Ensino Secundário e do 3º Ciclo do Ensino Básico, que será coordenada pelo escritor e professor universitário Fernando Pinto do Amaral.
O regulamento pode ser consultado aqui.

Algumas turmas do 9.º ano, nas aulas de Formação Cívica, vão ler A Ilha na Rua dos Pássaros, de Uri Orlev.
Sinopse:
A Segunda Guerra Mundial está em curso. Os tempos são difíceis na Polónia, especialmente para os judeus. Alex é judeu e tem onze anos. Quando a sua mãe desaparece e o pai é “seleccionado” pelo exército alemão para ir para um destino desconhecido, Alex, completamente sozinho, é obrigado a refugiar-se num edifício abandonado na Rua dos Pássaros onde vai aguentar um Inverno. Pacientemente, sem pressas, Alex vai sobrevivendo, enquanto espera o regresso do pai. Por um nicho de luz, Alez consegue vislumbrar os escombros, a degradação e miséria total a que aquela terra, outrora tão apetecível, foi votada.
Coragem e valentia não são excepcionais em tempo de guerra, mas Alex só tem 11 anos e a sua história é, na verdade, sobre o desejo de alguém vencer a crueldade e a injustiça.

As turmas de 8.º ano do 3.º ciclo estão a ler na sala de aula Momentos de Aqui, de Ondjaki. Sobre o conjunto de contos, afirma Mia Couto: “Esta dependência da fabulação mergulha sempre na infância. Esse desejo de escrever não na página mas na própria voz - isso é vício que se retorceu em pequeno. E se reforçou num mundo cheio de oralidade. Felizmente, Ondjaki não se lavou dessa doença. Porque o que ele faz não é o simples deitar de uma história na página do livro. Mais do que isso: ele cria uma história para a nossa própria vida. Essa nossa vida que é a única e miraculosa fonte de acontecência. Se existe viagem é esta: percorrer as diferente fabulações de nós mesmos, contar essa maravilhações aos outros. E confessar, sem vergonha pública: olhe, eu estou sendo este. Mas já fui uns que morreram. Quem sabe serei quem, depois deste mim?”
Bem-vindos ao blog «Ler para crer», um espaço de partilha de gosto pelos livros e pela leitura da Biblioteca da Escola EB 2,3 Padre Alberto Neto.




