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Dos Santos ao Natal, Inverno natural.

Do Natal a Janeiro, um salto de carneiro.

De Santa Catarina ao Natal, mês igual.

De Santa Luzia ao Natal, um salto de pardal, de Natal a Janeiro, um salto de carneiro.

De Todos os Santos ao Natal, bom é chover e melhor nevar.

Do Natal à Santa Luzia cresce um palmo o dia.

Do São Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.

Entrudo borralheiro, Natal em casa, Páscoa na praça.

Galinhas de São João, pelo Natal poedeiras são.

Laranja antes do Natal livra do catarral.

Se a Páscoa é a soalhar, é o Natal atrás do lar; se o Natal é a soalhar, é a Páscoa atrás do lar.

Mal vai Portugal se não há três cheias antes do Natal.

Namoro de Carnaval, não chega ao Natal.

Natal à sexta-feira, por onde puderes semeia; domingo vende bois e compra trigo.

Natal ao soalhar e a Páscoa ao luar.

Natal ao sol, Páscoa ao fogo, fazem o ano formoso.

O Natal ao soalhar e a Páscoa ao luar.

Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.

Para que o ano não vá mal, hão-de os rios encher três vezes entre São Mateus e o Natal.

Até ao Natal salto de pardal, de Natal a Janeiro salto de carneiro e de Janeiro a Fevereiro salto de outeiro.

Quem colhe antes do Natal, deixa o azeite no olival.

Quem morre de véspera é peru de Natal.

Comido o Natal, à segunda-feira tem o lavrador que alugar a eira.
_________

In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto: Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

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Até ao dia de Natal, publicaremos todos os dias um poema de um autor português sobre o Natal. Este é o décimo segundo:

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HINO DE AMOR

Andava um dia
Em pequenino
Nos arredores
De Nazaré,
Em companhia
De São José,
O bom Jesus,
O Deus Menino.

Eis senão quando
Vê num silvado
Andar piando
Arrepiado
E esvoaçando
Um rouxinol,
Que uma serpente
De olhar de luz
Resplandecente
Como a do Sol,
E penetrante
Como diamante,
Tinha atraído,
Tinha encantado.
Jesus, doído
Do desgraçado
Do passarinho,
Sai do caminho,
Corre apressado,
Quebra o encanto,
Foge a serpente,
E de repente
O pobrezinho,
Salvo e contente,
Rompe num canto
Tão requebrado,
Ou antes pranto
Tão soluçado,
Tão repassado
De gratidão,
De uma alegria,
Uma expansão,
Uma veemência,
Uma expressão,
Uma cadência,
Que comovia
O coração!
Jesus caminha
No seu passeio,
E a avezinha
Continuando
No seu gorjeio
Enquanto o via;
De vez em quando
Lá lhe passava
A dianteira
E mal poisava,
Não afroixava
Nem repetia,
Que redobrava
De melodia!

Assim foi indo
E foi seguindo.
De tal maneira,
Que noite e dia
Numa palmeira,
Que havia perto
Donde morava
Nosso Senhor
Em pequenino
(Era já certo)
Ela lá estava
A pobre ave
Cantando o hino
Terno e suave
Do seu amor
Ao Salvador!

João de Deus

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