Tudo leva a crer que os primeiros portáteis «Magalhães» vão chegar às mãos dos alunos do 1.º ciclo já na próxima semana, e que até ao fim deste mês serão distribuídas duas mil unidades do portátil e-escolinha. Prevê-se uma entrega faseada, havendo apenas a garantia de que até ao final do ano lectivo ele esteja disponível para todos os alunos. A partir do dia 26, o portátil estará também à venda nas lojas FNAC por um preço entre os 285 e os 295 euros.

Ontem e hoje decorreu em Lisboa a apresentação do portátil aos professores, onde estive presente. Tendo em conta o público-alvo, devo dizer que o «Magalhães» é um excelente recurso, com muito e bom software e uma grande e bem-vinda preocupação com a segurança das crianças (lamenta-se apenas a falta de uma saída VGA, além de um leitor de CD/DVD, mas para aquele tamanho e peso, em algo teria de se cortar).

O problema será, obviamante, como transformar tecnologia e acesso à informação em aprendizagem e conhecimento. Se o processo não for acompanhado (deveria ter sido mesmo antecedido) da necessária formação de professores (e mesmo de pais), de um acompanhento técnico e pedagógico próximo e eficaz, corre-se o risco de se confundirem os meios com os fins e de a inicativa se traduzir numa mais-valia apenas para a empresas de software e hardware envolvidas no projecto.

Também para as bibliotecas, sobretudo as do 1.º ciclo, o programa e-escolinha representará novos desafios: desenvolver actividades de exploração da tecnologia, criar recursos para este novo meio, incentivar e promover boas práticas, desenvolver a literacia da informação.

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