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Aqui fica mais um tema para a banda sonora da semana dos afectos:

Luís Represas – Perdidamente



E a letra de Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

No âmbito da comemoração da semana dos afectos e do Dia do Patrono, iniciámos a publicação de uma série de 20 poemas de amor de poetas famosos.

Este é o nono:

Olha Marília, As Flautas Dos Pastores

Olha, Marília, as flautas dos pastores

Que bem que soam, como estão cadentes!

Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes

Os Zéfiros brincar por entre flores?

Vê como ali beijando-se os Amores

Incitam nossos ósculos ardentes!

Ei-las de planta em planta as inocentes,

As vagas borboletas de mil cores.

Naquele arbusto o rouxinol suspira,

Ora nas folgas a abelhinha pára,

Ora nos ares sussurrando gira:

Que alegre campo! Que a manhã tão clara!

Mas ah! Tudo o que vês, se não te vira

Mais tristeza que a morte me causara.

Bocage

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

Como sabes, vamos comemorar, na semana de 9 a 13 de Fevereiro, a «Semana dos Afectos», integrado na comemoração do dia do Patrono (11 de Fevereiro).  Nesse sentido, sugerimos-te a leitura do livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – uma história de amor, de Jorge Amado. Aqui fica um pequeno excerto para te aguçar o apetite:

Andorinha Sinhá, além de bela, era um pouco louca. Louquinha, fica-lhe melhor. Apesar de ainda frequentar a escola dos pássaros – onde o Papagaio ditava a cátedra de religião – tão jovem que os respeitáveis pais não a deixavam sair à noite sozinha com os seus admiradores, já era metida a independente, orgulhando-se de manter boas relações com toda a gente do parque. Amiga das flores e das árvores, dos patos e das galinhas, dos cães e das pedras, dos pombos e do lago. Com todos ela conversava, um arzinho suficiente, sem se dar conta das paixões que ia espalhando ao seu passar. Mesmo o Reverendo Papagaio, que fazia grande propaganda das próprias virtudes, considerado por todos um pouco eclesiástico devido ao tempo passado no seminário, mesmo ele a olhava, durante as aulas, com uns olhos entornados.
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