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Mais uma música para a semana dos afectos

Jorge Palma – Encosta-te a Mim

A letra:
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos.
Encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar.
Encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.

Chegada da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver, em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.

[instrumental]

Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes.
Vizinha de mim,
deixa ser meu o teu quintal,
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como foi.

Eu venho do nada
porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz.
Enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada,
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo, e o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar,
mas quero-te bem.

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim.

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amor1

No âmbito da comemoração da semana dos afectos e do Dia do Patrono, iniciámos a publicação de uma série de 20 poemas de amor de poetas famosos.

Este é o décimo:

Movimento

 

Se tu és a égua de âmbar

                  eu sou o caminho de sangue

Se tu és o primeiro nevão

                  eu sou quem acende a fogueira da madrugada

Se tu és a torre da noite

                  eu sou o cravo ardendo em tua fronte

Se tu és a maré matutina

                  eu sou o grito do primeiro pássaro

Se tu és a cesta de laranjas

                  eu sou o punhal de sol

Se tu és o altar de pedra

                  eu sou a mão sacrílega

Se tu és a terra deitada

                  eu sou a cana verde

Se tu és o salto do vento

                  eu sou o fogo oculto

Se tu és a boca da água

                  eu sou a boca do musgo

Se tu és o bosque das nuvens

                  eu sou o machado que as corta

Se tu és a cidade profunda

                  eu sou a chuva da consagração

Se tu és a montanha amarela

                  eu sou os braços vermelhos do líquen

Se tu és o sol que se levanta

                  eu sou o caminho de sangue

 

Octavio Paz, in “Salamandra”

TITO
Sinopse
Frequentemente, os peritos não dão atenção suficiente à força da vontade humana. Se os seres humanos estiverem determinados a fazer alguma coisa, eles a farão, mesmo que todos os cálculos demonstrem que ela é impossível. — JOSIP BROZ TITO
Líder trabalhista, revolucionário dedicado, comandante guerrilheiro e estadista respeitado no Ocidente e no Oriente, o marechal Josip Broz Tito teve uma extraordinária carreira política, que atingiu o auge quando, já como presidente, repeliu as tentativas soviéticas de dominar a Jugoslávia, estabelecendo uma nova forma de socialismo para o país, e ao mesmo tempo mantendo uma posição de independência em relação às potências ocidentais.
Nascido em 1892, em uma família de camponeses da Croácia, Josip Broz percorreu quase toda a Europa exercendo o ofício de metalúrgico e participando de movimentos operários. Ferido em batalha durante a Primeira Guerra Mundial, foi feito prisioneiro do exército czarista e levado para a Rússia. Lá, participou da Revolução de 1917 e, ao retornar ao recém-formado Estado jugoslavo, estava firmemente decidido a pro¬mover uma revolução socialista em seu país.
As duas décadas seguintes ele as passou vivendo na clandestinidade e fugindo da polícia monarquista jugoslava. Duas vezes prisioneiro por suas crenças políticas, adoptou uma série de pseudónimos, entre os quais o de Tito, nome que o tornaria conhecido em todo o mundo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Tito formou um exército guerrilheiro — os partisans — para resistir à ocupação nazista da Jugoslávia. Estas forças patriotas enfrentaram incríveis dificuldades lutando ao mesmo tempo contra alemães, italianos e monárquicos. Mas, em 1944, eram responsáveis pela libertação da maior parte do território jugoslavo.
Tito reconstruiu seu país destruído pela guerra e enfrentou com sucesso a difícil tarefa de promover a unidade de uma nação profundamente dividida por diferenças étnicas, culturais e religiosas. Desenvolveu também um novo sistema político e económico, cujos resultados o transformaram em líder incontestável dos países não-alinhados, um caminho alternativo às nações jovens em desenvolvimento.

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