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Da Weasel – Dialectos da Ternura

Letra:
‘Yoo
Ela diz que me adora quando a noite vai a meio
Eu sinto-me melhor pessoa
Menos fraco, feio
Passa o dedo na rasta, com a mão bem suave
Encosta o lábio no ouvido e diz-me ‘Queres que a
lave?’
Vamos
para o chuveiro, ela flui e com a água,
Lava-me a cabeça, a alma e qualquer resto de mágoa
Diz como é o amor e dá um certo calor na barriga
E consegue, quero sempre, sempre
Aquele nigga que lhe mete a rir rir
Quando eu lhe faço vir
Da terra até à lua mano, é sempre a subir
e somos grandes, gigantes com dez metros de altura
Falamos vinte línguas
Dialectos da Ternura,
Tipo…

[Refrão:]
Uh, uh!
Yeah, yeah!
Faz, faz!
dada (2x)

Água morna em pele quente, cor aberta não perfura
Minha alma já ’tá nua, faço-lhe uma jura,
Jura para sempre teu,
Depois da noite volvida
Um segundo ao teu lado já preenche uma vida
O conceito de tempo não entra
Na sensação
Aquilo que vivemos esta gravado no coração
Segura
Na minha mão e continua a canção
É a melhor que já ouvi, reinventas-te a paixão
E ela diz que me adora quando o dia vai a meio
O copo passa de meio vazio para meio cheio
A palavra ganha vida e fala à minha frente
Sigo calmo atrás dela, deixo crescer a semente
E Diz-me

[Refrão:]
Uh, uh!
Yeah, yeah!
Faz, faz!
dada (4x)

Yeah Yeah

Em cada beijo, há uma frase, em cada frase há um verso

Em cada verso há um lado do lado inverso
Uma história que ensombra a memoria
Da leveza irrisória de uma conquista notória
Faço V de vitória, porque hoje eu sou rei
Ao lado da rainha com que sempre sempre sonhei
Foi por isto que esperei em cada noite que amei
Ou pensei que amei, porque é agora que eu sei
A razão da palavra consagrada
Que tanta gente dá à toa, em troca de quase nada
Ela não ’tá espantada, pelo contrário relaxada
Revê-se na expressão da expressão enamorada
E diz-me…

[Refrão:]
Uh, uh!
Yeah, yeah!
Faz, faz!
dada

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amor1

No âmbito da comemoração da semana dos afectos e do Dia do Patrono, inciámos a publicação de uma série de 20 poemas de amor de poetas famosos.

Este é o décimo oitavo:

O Apaixonado

Luas, marfins, instrumentos e rosas,
Traços de Dúrer, lampiões austeros,
Nove algarismos e o cambiante zero,
Devo fingir que existem essas coisas.
Fingir que no passado aconteceram
Persépolis e Roma e que uma areia
Subtil mediu a sorte dessa ameia
Que os séculos de ferro desfizeram.
Devo fingir as armas e a pira
Da epopeia e os pesados mares
Que corroem da terra os vãos pilares.
Devo fingir que há outros. É mentira.
Só tu existes. Minha desventura,
Minha ventura, inesgotável, pura.

Jorge Luis Borges, in “História da Noite”

Já está disponível na biblioteca o último volume da colecção Blake e Mortimer, desta vez um exemplar fora de colecção, O Raio «U», de 1943.


RAINHA VITÓRIA
Anseio por repetir uma coisa, e essa é minha firme resolução, minha irrevogável decisão de que os desejos dele — os planos dele — sobre todas as coisas, seus pontos de vista sobre todas as coisas serão minha lei! — VITÓRIA, escrevendo a seu tio, o rei Leopoldo I, após a morte do príncipe Alberto
Ela foi a maior de todas as inglesas — eu quase disse ingleses. JOSEPH CHAMBERLAIN, estadista britânico

Nascida em 1819, a princesa Alexandrina Vitória de Hanôver teve uma infância solitária, marcada pelos rigores de uma educação extremamente moralista e pelas desavenças da família real britânica. Ascendeu ao trono quando tinha 18 anos e imediatamente impressionou seus súbditos por revelar um carácter forte e uma férrea vontade de dirigir os negócios de Estado. Inicialmente auxiliada por Lorde Melbourne, o então primeiro-ministro, a jovem rainha começou a desempenhar seu papel de monarca constitucional, enfrentando com dificuldade os avatares da política.
Em 1840, Vitória casou-se com seu primo, o príncipe alemão Alberto de Saxe-Coburgo-Gotha, que se tornou seu principal conselheiro nos assuntos de governo, e moderador do seu obstinado e explosivo temperamento.
O longo reinado de Vitória, que ficou conhecido como “era vitoriana”, caracterizou-se por um enorme esforço produtivo — concentrado no desenvolvimento das indústrias pesadas, de mineração e têxteis — e pela expansão colonialista na Ásia e na África, factores que fizeram da Grã-Bretanha a maior potência económica do século XIX. Entretanto, internamente todo esse esplendor mascarava graves problemas sociais, como a violenta diferenciação de classes e a exploração do trabalho infantil. Assim, convivendo com a riqueza e a miséria, com a glória imperialista e a brutalidade colonialista, a era vitoriana gerou uma sociedade de valores duplos, sedimentada na aparência, cujo bondoso aspecto externo de Dr. Jekyíl escondia a monstruosidade de Mr. Hyde.

Para assinalar os 200 anos do nascimento de Charles Darwin a biblioteca vai organizar uma pequena exposição (a iniciar na próxima semana). Entretanto, aqui ficam alguns dos recursos que te disponibilizamos sobre o famoso cientista inglês:

Uma espécie de autobiografia de Darwin, onde ele explica as suas importantes descobertas.

Neste livro, Janet Browne, a principal biógrafa de Charles Darwin, mostra porque é que A Origem das Espécies pode ser considerado o maior livro de ciência alguma vez publicado. A autora descreve a génese das teorias de Darwin, explica a recepção inicial destas e analisa as razões por que permanecem actualmente tão controversas.

A revista Ler deste mês traz um especial sobre Darwin, intitulado «Viva Darwin»

Charles Darwin

Charles Darwin

Comemoram-se hoje os 200 anos do nascimento de Charles Darwin.
Charles Darwin (1809-1882) foi um naturalista inglês que desenvolveu uma das mais importantes teorias científicas de sempre. Numa época em que se pensava que cada espécie tinha sido criada independentemente e que as formas dos seres vivos eram imutáveis no tempo, Darwin defende que todos descendem de um antepassado comum e que são o resultado de milhões e milhões de anos de evolução. Na sua concepção, o Homem e o macaco são parecidos porque são «primos». Com a publicação do seu livro A Origem das Espécies, em 1859, Darwin coloca-se no centro de um debate que envolve numerosos cientistas de todo o mundo, bem como diversos sectores da sociedade inglesa. No final do século XIX, a evolução era um facto finalmente aceite.

O grande contributo científico de Darwin foi o de ter formulado uma teoria que explicava o mecanismo da evolução. Darwin sabia que não existem dois indivíduos iguais na natureza (variabilidade). Também sabia que os recursos num dado ambiente são limitados e que, por causa disso, de todos os indivíduos que nascem, só alguns podem sobreviver. Darwin conclui que os indivíduos que possuem características que lhes garantam melhores hipóteses de sobrevivência tendem a passar estas características à próxima geração. Assim, ao longo de gerações e gerações, estas características hereditárias tenderão a ser naturalmente seleccionadas, o que acabará por resultar na evolução da espécie (ou da população) por Selecção Natural. Apesar de hoje se discutir a importância relativa de outros mecanismos, a Selecção Natural continua a ser considerada o principal mecanismo de evolução.

No Verão de 1831, Darwin foi convidado como naturalista para fazer uma viagem à volta do mundo a bordo do navio Beagle. Darwin tinha 22 anos. A viagem, que durou cinco anos (1831-1836), foi em grande parte passada ao largo da costa da América do Sul. Durante estes anos, Darwin tomou nota de todas as coisas que observava e coleccionou animais, plantas e rochas. A bordo, preparava os espécimes enviando-os depois para Henslow. É também nestes anos que inicia uma troca de correspondência com diversos naturalistas do mundo inteiro. Mais tarde, Darwin recordaria a viagem a bordo do Beagle como o «acontecimento mais importante da minha vida» e aquele que «determinou toda a minha carreira».

Darwin chegou ao arquipélago das Galápagos em 1835. Nestas ilhas do Oceano Pacífico, banhadas pelas águas frias do Sul e pelas águas quentes do Oeste, a diversidade biológica era imensa. Pinguins e leões-marinhos viviam lado a lado com flamingos e peixes voadores, numa curiosa amálgama de formas tropicais e do Árctico. Era como se todo o arquipélago fosse «um pequeno mundo em si mesmo». Os infindáveis apontamentos que Darwin tirou sobre a geologia destas ilhas vulcânicas e sobre as adaptações das espécies aos diferentes ambientes de cada ilha seriam cruciais para mais tarde formular a sua teoria da evolução. Nas Galápagos, Darwin sentia-se perto do «mistério dos mistérios» – a origem das espécies.

Não percas a apresentação sobre Darwin – clica aqui

Recursos sobre Darwin

Texto adapatado de Caderno de Apoio Concurso Darwin regressa às Galápagos

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