Continuação da história de Ulisses, de Maria Alberta Menéres.

POLIFEMO EM ÍTACA

Lá estava Ulisses finalmente feliz junto de Penélope, até que um dia apareceu Polifemo a nadar em direcção à costa de Ítaca.
Quando o viu, Ulisses disse aos seus homens:
― Metam-me na catapulta.
― É muito perigoso ― disseram os marinheiros.
― Não interessa ― respondeu Ulisses.
Os homens colocaram-no na catapulta, mas entretanto apareceu-lhe a deusa Minerva, que lhe perguntou:
― Ulisses, estás louco? Não podes fazer isso!
Minerva fez uns gestos no ar e a catapulta partiu-se.
Ulisses, furioso perguntou-lhe:
― Porque fizeste isso, Minerva?
Mas ela desapareceu sem lhe responder.
Entretanto, Polifemo chegou à ilha e, vendo Ulisses, disse:
― Pensavas que me tinhas cegado? Fizeram-me quatro operações para voltar a ver, e foram a sangue frio, por isso agora vais pagar, pigmeu!!!!!!!
E, depois de dizer isto, começou a comer os habitantes com sal e pimenta. Ulisses ergueu a sua espada e desafiou-o:
― Vem a mim ou foge!
Mas Polifemo comeu-lhe a espada.
― É, eu comprei isso na loja do chinês… ― declarou Ulisses ― Dá cá! ― ordenou já muito enervado.
Polifemo olhando para Ulisses exclamou:
― Agora és tu, Ninguém!
― Blá, blá, blá…Tu nunca paras de falar? ― respondeu Ulisses.
Nisto apareceu a deusa Minerva que, vendo aquele espectáculo, disse:
― Faz como naquele conto de fadas! Adormece-o e atira-o ao chão…
Polifemo agarrou na deusa Minerva e comeu-a como se fosse uma batata frita. Ulisses irritou-se tanto que deu um pontapé ao gigante. Polifemo foi parar à Ilha dos Infernos. E foi assim que Ulisses e Penélope nunca mais viram o ciclope e ficaram felizes para sempre.
Sérgio Vicente, n.º 25, 6.º 5.ª
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