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Em Portugal , hoje é dia de cantar as Janeiras. As janeiras são uma forma de canto popular, cantado em pequenos grupos  ou com dezenas de elementos  e que, sobretudo nas aldeias, vão de casa em casa desejando de uma forma tradicional um bom ano a todos os presentes. Muitas das quadras que cantam pedem algo em troca aos ouvintes, normalmente comida (castanhas, nozes, maçãs, chouriço, morcela, etc.). Em muitas localidades esta tradição ainda se  mantém viva, especialmente no Norte de Portugal e nas Beiras.

Eis aqui alguns exemplos de Janeiras:

Boas noites, meus senhores,
boas noites vimos dar,
vimos pedir as Janeiras,
se no-las quiserem dar.

Viva lá, senhor António
na folhinha do loureiro;
viva o senhor da casa
que é um grande cavalheiro.

Menina que está lá dentro
assentada na cortiça;
dê pr’a cá uma chouriça.

Levante-se lá, senhora,
do seu banquinho de prata;
venha dar-nos as Janeiras
que está um frio que mata.

Ano Novo Ano Novo
Ano Novo, melhor ano,
Vimos cantar as Janeiras,
Como é de lei cada ano.

Vinde –nos dar as Janeiras,
Se no-las houverdes de dar,
Somos romeiros de longe,
Não podemos cá voltar.

Boas festas, santas-festas,
Está a alba a “arruçaar”,
Venham-nos dar as Janeiras,
Que temos muito para andar.


__________________________
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

E cantadas por José Afonso

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Sinopse:
César decidiu presentear os legionários veteranos, com mais de 20 anos de serviço, com pequenos lotes de terra. Mas para Romeumontaigus, um legionário que o tinha insultado, atribuiu-lhe a pequena aldeia gaulesa dos nossos irredutíveis amigos. Depois de apanhar uma valente piela, Romeumontaigus, em troca de vinho, entregou o título de propriedade ao estalajadeiro Ortopédix que pensou estar a fazer um grande negócio e decidiu ir instalar-se no seu “novo domínio”. Mas quando chegou, depressa percebeu que César tinha vendido o que não lhe pertencia. Decidiu então abrir uma estalagem na aldeia e, pressionado pela mulher, procura uma forma de se tornar o chefe. Inicia-se então um duelo eleitoral entre Ortopédix e Matasétix que divide os gauleses. Quem é que vai tentar aproveitar este momento de fraqueza?… Os Romanos, claro.

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