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Faz hoje 65 anos que foi libertado o campo de concentração nazi de Aushwitz.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazis instalaram, nos arredores da povoação de Aushwitz, um complexo de campos de concentração que ficaram tristemente célebres pela tragédia humana ali ocorrida ao longo de vários anos. Auschwitz, criado em Maio de 1940, foi o maior de todos os complexos de extermínio nazis. Compreendia, efectivamente, quatro campos e trinta e oito “comandos” (casernas e edifícios militares e “administrativos”). Um dos campos, Birkenau, com as suas quatro gisgantescas câmaras de gás, era o lugar onde a “solução final” do povo judeu através de um “tratamento especial” atingiu a triste cifra de 20 000 incinerações por dia. No campo de Auschwitz, propriamente dito, os detidos, por exemplo, serviam de “cobaias” humanas para experiências “in vivo” dos tenebrosos médicos das SS (corpo paramilitar de elite).

Os fornos crematórios de Auschwitz

Avalia-se, actualmente, em cerca de três a quatro milhões de indivíduos, na maioria judeus, metade dos quais oriundos da Polónia, o número de vítimas desta gigantesca e cruel máquina criminal nazi. Auschwitz foi libertada em 27 de Janeiro de 1945 pelos russos, mas ainda assim as SS conseguiram retirar, dez dias antes, numerosos “detidos” que transferiram ainda para outros campos de extermínio e reclusão, como Buchenwald e Dora.

Fonte:
Auschwitz. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-01-28].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$auschwitz&gt;.
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MÃE NEGRA
Aguinaldo Fonseca

A mãe negra embala o filho.
Canta a remota canção
Que seus avós já cantavam
Em noites sem madrugada.
Canta, canta para o céu
Tão estrelado e festivo.

É para o céu que ela canta,
Que o céu
Às vezes também é negro.

No céu
Tão estrelado e festivo
Não há branco, não há preto,
Não há vermelho e amarelo.
– Todos são anjos e santos
Guardados por mãos divinas.

A mãe negra não tem casa
Nem carinhos de ninguém…
A mãe negra é triste, triste,
E tem um filho nos braços…

Mas olha o céu estrelado
E de repente sorri.
Parece-lhe que cada estrela
É uma mão acenando
Com simpatia e saudade…

________________________
Aguinaldo Fonseca

Aguinaldo Fonseca é um poeta cabo-verdiano nascido em 1922. A novidade de Aguinaldo Fonseca está em ter sido ele o primeiro a utilizar a «África» como substância poética cabo-verdiana. Um dos seus poemas mais conhecidos e divulgados é precisamente «Mãe Negra».

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