Integrado no programa de comemorações do Dia da Árvore e do Dia da Poesia, continuamos hoje com publicação de uma colectânea de 20 poemas sobre a árvore ou a natureza, maioritariamente de autores portugueses.

A lúcia-lima

Não tem boca nem pulmões.
Que não tenha não admira,
porque é pelas folhas,
que a Lúcia-lima respira

Não tem boca nem pulmões,
nem veias, a Lúcia-lima!
Mas tem seiva, quanto basta,
a subir pelo caule acima.

E se porventura a ferirem,
acaba por cair no chão
A não ser que alguém lhe dê
logo uma transfusão.

Jorge Sousa Braga

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