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Guião de Educação Género e Cidadania

De livros 2011

Recebemos recentemente como oferta da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género o Guião de Educação Género e Cidadania 3.º ciclo, constituído por um conjunto de 7 volumes que abordam diferentes temáticas da igualdade de género e formas de as abordar na escola. Especialmente recomendado para os professores que leccionam Formação Cívica no 3.º ciclo.

Sinopse:
Este guião reuniu conhecimentos e experiências diversas em torno de um objectivo comum: favorecer a aprendizagem do exercício da cidadania por parte de raparigas e rapazes. Ele responde ao desafio de converter em propostas de conhecimentos e de práticas a complexa aprendizagem de um exercício efectivo da cidadania por parte de raparigas e rapazes, livre de preconceitos de género.

O colectivo que o elaborou concebeu-o como um projecto, uma proposta de intervenção que visa introduzir mudança com conhecimento e responsabilidade. A necessidade de mudança, no que respeita às relações sociais entre mulheres e homens, emerge da evidência de situações de desigualdade em função do sexo e da premência de as ultrapassar, com vista ao progresso da democracia e a um desenvolvimento humano sustentado.

Índice dos volumes:

1. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
1.1. Género e Cidadania
1.2. Género e Currículo
1.3. A transversalidade do género na intervenção educativa

2. INTERVENÇÃO EDUCATIVA: GÉNERO E CORPO. SUGESTÕES PRÁTICAS
2.1. Corpo, Género, Movimento e Educação
2.2. Actividades a desenvolver nas áreas curriculares não disciplinares

3. INTERVENÇÃO EDUCATIVA: GÉNERO E SAÚDE. SUGESTÕES PRÁTICAS
3.1. Género, Educação e Saúde
3.2. Actividades a desenvolver nas áreas curriculares não disciplinares

4. INTERVENÇÃO EDUCATIVA: GÉNERO E LIDERANÇA. SUGESTÕES PRÁTICAS
4.1. As Mulheres na Liderança. Números, ambiguidades e dificuldades
4.2. Actividades a desenvolver nas áreas curriculares não disciplinares

5. INTERVENÇÃO EDUCATIVA: GÉNERO E TIC. SUGESTÕES PRÁTICAS
5.1. Género e Tecnologias da Informação e da Comunicação
5.2. Actividades a desenvolver nas áreas curriculares não disciplinares

6. INTERVENÇÃO EDUCATIVA: GÉNERO E ESCOLHAS VOCACIONAIS. SUGESTÕES PRÁTICAS
6.1. Assimetrias de Género nas Escolhas Vocacionais
6.2. Actividades com Psicólogos/as e Professoras/es

7. BIBLIOGRAFIA. RECURSOS. GLOSSÁRIO
Bibliografia
Recursos
Glossário
Notas Biobibliográficas

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Já está disponível na biblioteca a última aventura de Greg: O Diário de um Banana 4: Um Dia de Cão, da autoria de Jeff Kinney

Pela primeira vez o Greg não está na escola. É que chegaram as férias de Verão e toda a gente se diverte na rua. Mas onde está o Greg Heffley? Enfiado em casa, a jogar videojogos, com as cortinas fechadas.

O Greg é assumidamente um «jovem caseiro», e está a viver as férias de sonho: sem regras e sem responsabilidades. Mas para a mãe dele as férias ideais incluem muitas actividades ao ar livre e a «união da família». Qual deles conseguirá impor a sua opinião? Ou irá a chegada de um novo elemento à família Heffley mudar tudo?

Comemora-se hoje o Dia Mundial do Livro e concluímos assim a nossa colectânea de poemas sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados:

Os Meus Livros

Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.

A Rosa Profunda, Jorge Luis Borges

No dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro. Até lá publicaremos todos os dias um poema diferente, sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados. Este é o décimo terceiro:

Os livros

Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.

Pela casa fora, José Jorge Letria

No dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro. Até lá publicaremos todos os dias um poema diferente, sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados. Este é o décimo segundo:

O homem que lê

Eu lia há muito. Desde que esta tarde
com o seu ruído de chuva chegou às janelas.
Abstraí-me do vento lá fora:
o meu livro era difícil.
Olhei as suas páginas como rostos
que se ensombram pela profunda reflexão
e em redor da minha leitura parava o tempo. —
De repente sobre as páginas lançou-se uma luz
e em vez da tímida confusão de palavras
estava: tarde, tarde… em todas elas.
Não olho ainda para fora, mas rasgam-se já
as longas linhas, e as palavras rolam
dos seus fios, para onde elas querem.
Então sei: sobre os jardins
transbordantes, radiantes, abriram-se os céus;
o sol deve ter surgido de novo. —
E agora cai a noite de Verão, até onde a vista alcança:
o que está disperso ordena-se em poucos grupos,
obscuramente, pelos longos caminhos vão pessoas
e estranhamente longe, como se significasse algo mais,
ouve-se o pouco que ainda acontece.

E quando agora levantar os olhos deste livro,
nada será estranho, tudo grande.
Aí fora existe o que vivo dentro de mim
e aqui e mais além nada tem fronteiras;
apenas me entreteço mais ainda com ele
quando o meu olhar se adapta às coisas
e à grave simplicidade das multidões, —
então a terra cresce acima de si mesma.
E parece que abarca todo o céu:
a primeira estrela é como a última casa.

O Livro das Imagens, Rainer Maria Rilke

No dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro. Até lá publicaremos todos os dias um poema diferente, sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados. Este é o décimo primeiro:

Ler
Ler sempre.
Ler muito.
Ler “quase tudo”.
Ler com os olhos, os ouvidos, com o tacto, pelos poros e demais sentidos.
Ler com razão e sensibilidade.
Ler desejos, o tempo, o som do silêncio e do vento.
Ler imagens, paisagens, viagens.
Ler verdades e mentiras.
Ler o fracasso, o sucesso, o ilegível, o impensável, as entrelinhas.
Ler na escola, em casa, no campo, na estrada, em qualquer lugar.
Ler a vida e a morte.
Saber ser leitor, tendo o direito de saber ler.
Ler simplesmente ler.

Edith Chacon Theodoro

No dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro. Até lá publicaremos todos os dias um poema diferente, sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados. Este é o décimo:

Um livro

Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei

Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei –
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.

Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.

O G é um gato enroscado, João Pedro Mésseder

No dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro. Até lá publicaremos todos os dias um poema diferente, sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados. Este é o nono:

Biblioteca verde

Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres.
São só 24 volumes encadernados
em percalina verde.
Meu filho, é livro demais para uma criança.
Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
Quando crescer eu compro. Agora não.
Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra.
Fica quieto, menino, eu vou comprar.
Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com um arranhão recuso, já sabe:
quero devolução de meu dinheiro.
Está bem, Coronel, ordens são ordens.
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.
Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde. Sou
o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não; inveja de mim mesmo.)
Ninguém mais aqui possui a coleção
das Obras Célebres. Tenho de ler tudo.
Antes de ler, que bom passar a mão
no som da percalina, esse cristal
de fluida transparência: verde, verde.
Amanhã começo a ler. Agora não.
Agora quero ver figuras. Todas.
Templo de Tebas. Osíris, Medusa,
Apolo nu, Vênus nua… Nossa
Senhora, tem disso nos livros?
Depressa, as letras. Careço ler tudo.
A mãe se queixa: Não dorme este menino.
O irmão reclama: Apaga a luz, cretino!
Esparmacete cai na cama, queima
a perna, o sono. Olha que eu tomo e rasgo
essa Biblioteca antes que pegue fogo
na casa. Vai dormir, menino, antes que eu perca
a paciência e te dê uma sova. Dorme,
filhinho meu, tão doido, tão fraquinho.
Mas leio, leio. Em filosofias
tropeço e caio, cavalgo de novo
meu verde livro, em cavalarias
me perco, medievo; em contos, poemas
me vejo viver. Como te devoro,
verde pastagem. Ou antes carruagem
de fugir de mim e me trazer de volta
à casa a qualquer hora num fechar de páginas?
Tudo que sei é ela que me ensina.
O que saberei, o que não saberei nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente.

Carlos Drummond de Andrade

No dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro. Até lá publicaremos todos os dias um poema diferente, sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados. Este é o oitavo:


Os livros. A sua cálida,
terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão leais,
tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.

Ofício de Paciência, Eugénio de Andrade

No dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro. Até lá publicaremos todos os dias um poema diferente, sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados. Este é o sétimo:

Os heróis dos livros

Deflagravam guerras,
morriam presidentes,
vulcões despertavam,
tufões desfaziam cidades inteiras.
Pouco soube porém
do que se passava nos confins da Terra.
Porque perto, muito perto de mim,
os cavalos do Pony Express
deixavam atrás do galope
um rasto de poeira do deserto,
e no Kentucky Daniel Boone
batia-se com os Shawnees
em combates de vida ou de morte;
Spártaco em Cápua levantava os escravos,
e na esplanada do Café do Gato
com os dedos sujos de graxa
Pepe salivava
diante do homem gordo
ao molhar churros quentes
numa chávena fumegante;
os meninos da gruta
na Nova Zelândia
fugiam de casa para a montanha
e do alto observavam
no vale os pequenos adultos;
o pai, Sandália de Vento,
e o filho, Sapato de Fogo,
corriam mundo mochila às costas,
como dois velhos amigos;
e Rudi, o rapaz da Steinstrasse 16,
ali, bem ao pé da porta,
crescia desvendando um mistério
para provar a sua inocência:
Não fui eu quem roubou o relógio,
não fui eu quem roubou o relógio.
Por causa de todos eles,
pouco soube das fomes, das cheias,
dos temporais e das batalhas
que varriam o mundo no meu tempo.
Mas Boone,
Spártaco,
Pepe,
Rudi,
Sapato de Fogo
e os outros,
no escuro sótão da minha infância,
no coração de uma cidade de granito,
olhavam-me nos olhos,
rosto diante de rosto:
gente de palavras
com cara-de-muitos-amigos.
E no centro do centro do mundo,
desse vasto mundo tumultuoso,
eu aprendia os sonhos dos homens,
decorava as dores dos homens
e neles me conhecia.

O G é um gato enroscado, João Pedro Mésseder

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