Trazemos-te hoje a História «E se de repente… Salvasses uma princesa», da autoria dos alunos do 6º 6.ª (2010-11) da nossa escola, com o Professor João Miguel Alves, publicada na revista «Visão Júnior».

A aventura de Sofia

É uma menina vulgar, de apenas 15 anos, é alta, um pouco gordinha, mas ágil, tem o cabelo pelos ombros, preto e liso, tem os olhos verde-escuros, a boca é ligeiramente pequena e o nariz é médio em tamanho. É uma menina alegre e sorridente, adora aventuras e novas emoções. O nome dela é Sofia.

Era o dia mais quente de verão, parecia que o Sol estava a 10 metros do solo, eram quase 14h da tarde.

Quem estava presente era a mãe de Sofia e a Floco-de-Neve:

– Se precisares de alguma coisa, liga-me – recomendou a mãe.

– Sim, mãe, não se preocupe.

– Até logo, Sofia – diz a mãe dando um beijo na testa de Sofia.

– Até logo, mãe.

Sofia dirigiu-se para a casa de banho, para lavar os dentes, mas quando agarra na escova e a puxa, vê que a escova de dentes está presa ao copo, e o copo está preso ao bidé. Quando olha para trás, fica boquiaberta com o que vê, a parede desaparecera dali, e no seu lugar, havia umas escadas a descer, que pareciam não ter fim. Sofia decide entrar.

E de repente, graças a curiosidade de Sofia, está num mundo completamente diferente do dela, mas completamente igual.

Sofia, nesta aventura, vai acompanhada pela Floco-de-Neve, a sua cadela branca.

Mas quando chega a meio daquele grande túnel, vê uma placa e três botões, amarelo, preto e azul, e a placa dizia “Quem por aqui passar, uma aventura vai achar, mas o botão certo, terá de apertar!”. Sofia não percebeu, mas apertou o botão amarelo, e de repente ao lado dela aparecem duas portas, ela abre uma, mas apenas há uma parede com água à frente, e a outra apenas relva fresca. Sofia entra na porta com relva, mas a Floco-de-Neve começa a puxá-la, pois sabia que ali havia algo fora do normal. Sofia não liga e entra, mas ao seu lado aparece um monstro, que lhe faz uma adivinha:

– O que é que de manhã tem quatro patas, à tarde duas e de noite três? Acerta e sais daqui, erra e para sempre ficam aqui!

Depois de muito pensar, Sofia responde com medo:

– O ser humano. De manhã, é quando é bebé e gatinha, à tarde, é quando é adulto e anda cobre as pernas, e à noite, é a velhice quando usa um apoio!

-Aaaah – ruge ele – acertaste, podes sair.

Sofia sai dali e fecha a porta com toda a força. E entra na outra porta que parecia não ser nada, mas havia a continuação do túnel:

– Anda, Floco-de-Neve.

E a Floco-de-Neve salta para o colo de Sofia cheia de medo.

Ao entrar na porta, Sofia, vê um anel no chão, apanha-o e guarda-o no bolso, caminhando com mais medo do que no início.

Ao chegar ao fim do túnel, vê apenas um mundo igual ao seu, mas contudo diferente, prédios altos e direitos, mas estranhos, estradas de carvão preto, mas algo se passava, os habitantes, andavam tristes e desanimados. Até que quando se virou percebeu o porquê: um robô andava a controlar aquele mundo, obrigando tudo e todos a fazerem o que queria.

Um habitante vem ao encontro dela, acompanhado por uma pobre criança:

– Sofia, por favor, ajuda-nos! Só tu nos podes salvar.

– Eu?! – pergunta admirada.

– Sim, há muito que este povo te esperava.

– A mim? Porquê?

– Sim. Porque tu tens a alma da princesa, que fugiu para dentro de ti.

– Não, isto deve ser um grande engano.

– Não, é real – começa a pobre criança – há cerca de cem anos, aquele enorme robô invadiu o nosso mundo, fazendo o que lhe apetecia, e o rei e a família fugiram, mas foram presos, apenas a princesa conseguiu escapar, refugiando-se em alguém, esse alguém és tu!

– Pronto está bem. Rendo-me, se o que me dizem é verdade, digam-me, o que, tenho de fazer

– Tens de destruir o robô, mas não tenhas medo, nós e a princesa, iremos ajudar-te.

Sofia, cheia de medo, lá foi ao encontro do robô, acompanhada pela Floco-de-Neve, o habitante e a criança.

O robô, tinha dez vezes o tamanho de Sofia, era feito de bronze, tinha uma boca enorme, com dentes muito afiados e grandes, os olhos eram grandes e vermelho-rubros, o corpo era rectangular, com um desenho de uma serra no topo.

Ao chegarem ao castelo, onde o robô habitava, a Sofia gritou com medo, mas com uma voz de valente:

– Eh, tu, seu monte de latas, feio!

– Isso foi para mim? – pergunta ele zangado!

– Sim foi, porquê? Tens problemas?

Sofia, sem mais nada à mão, faz, com o anel, um reflexo vindo do Sol bater no robô, enquanto a Floco-de-Neve lança um ladrar enorme e fica do tamanho do robô.

Sofia, sem saber, diz umas palavras que lhe vêm à cabeça, apontando para o robô:

-Aiamara Sagrala Mocalé!

Ao dizer estas palavras, o robô começa a derreter e a princesa sai do corpo de Sofia, e aparece ao lado dela:

-Arababá Cantála! – diz a princesa, apontando a coroa para o robô.

O robô transforma-se em pó muito fino, que o vento leva com ele.

– Obrigada, Sofia – agradece a princesa.

– De nada. Mas não teríamos conseguido sem a sua ajuda.

– Mas tu ajudaste-nos não só a vencer o robô, como também nos ajudaste a trazer a minha família de volta.

– O quê?

– Olha para trás de ti.

– Obrigado, Sofia – agradece o rei – Como recompensa, dar-te-ei o que quiseres.

– Só queria voltar para casa.

Ao dizer estas palavras, Sofia estava em casa com a Floco-de-Neve, de volta ao normal, e diz:

– Que aventura, mas é bom estar de volta a casa!

E a Floco-de-Neve responde com um ladrar.

– Filha, acorda. São horas de ir para a escola – acorda-a a mãe.

– Sabes, mãe, hoje sonhei contigo.

-Foi? Vá, vai-te vestir.

Sofia levanta-se, veste-se e, quando vai à casa de banho e puxa a escova de dentes, esta está presa:

-Oh não, outra vez não.