Quando eu era pequena, a minha mãe lia-me todas as noites o livro “Uma história mágica”.

A história começa num dia de chuva. Lisa queria brincar no jardim com Morgan, o cão, e a Gata, mas a mãe não deixava. Tentou de muitas maneiras ir para a rua mas só armou confusão. A mãe teve a ideia de pendurar duas folhas de papel na parede e Lisa desenhou uma fada. Quando Morgan entrou em casa, encharcado, sacudiu o pelo e molhou o desenho da Lisa. Ela zangou-se, porque a tinta da sua fada estava a escorrer.

Então, a fada ganhou vida e disse à Lisa para não se zangar tanto com o Morgan. Eles tinham que ir procurar o sol. A fada fez um buraco na parede com um dos seus lápis mágicos. E lá foram os quatro à procura do sol. Passaram por um arco-íris e viram um galo com a crista e as penas da cauda brancas, que não os deixava passar. A fada disse à Lisa para o pintar com os seus lápis, e o galo deixou-os passar, abrindo uma passagem secreta. Depois encontraram uma rainha muito curiosa, com uma coroa de papel branco. Lisa pintou a sua coroa. A rainha não se lembrava onde era a passagem secreta, mas a fada encontrou-a. Encontraram, a seguir, muitos sapos, que diziam que eles não podiam passar. Lisa desenhou um grande lago com o seu lápis prateado e os sapos saltaram para a água, esquecendo-se de lhes dizer onde era a passagem secreta. Mais uma vez, a fada encontrou a passagem. Entraram numa casa onde havia muitos bebés. Lisa ficou muito surpreendida. A mãe cegonha perguntou quem se atrevia a incomodar, pois estava a tentar que os bebés fossem adormecessem. Lisa teve uma ideia: desenhou uma cortina e decorou-a com muitas estrelinhas, desenhando cada uma com muito cuidado, até os bebés adormecerem. Saíram pela janela ainda a tempo de verem o pôr-do-sol.
Lisa estava com sono. Desenhou uma colcha e perguntou ao sol se, no dia seguinte, a iria visitar. Todos adormeceram. De manhã, a mãe da Lisa acordou-a. Quando Lisa se levantou, viu o sol a brilhar lá fora à sua espera. Então, Lisa, Morgan e a Gata foram brincar para o jardim.

Marta, nº 17 – 6º5ª