Eis o pequeno texto autobiográfico do escritor José Fanha, realizado pelos alunos do 8,º, e que serviu para apresentação do autor na sessão da parte da parte:

José Fanha – Biografia
Nasceu em Lisboa a 19 de Fevereiro de 1951. Licenciado em Arquitectura é guionista para a televisão e para o cinema, já foi professor do ensino secundário e é hoje assessor cultural na Câmara de Sintra. Poeta, declamador, contador de histórias, autor de letras para canções e de histórias para crianças, autor de textos para televisão, para rádio e para teatro é também pintor nos tempos livres. Participou, entre muitas outras actividades, no teatro (como fundador e animador), participou em concursos de televisão, colaborou em programas de rádio e tem trabalhado em adaptações de inúmeros textos teatrais ou televisivos.
Estudou dos 10 aos 17 anos no Colégio Militar onde conheceu uma educação muito rígida que ainda assim não lhe cerceou o espírito livre. Foi aí que começou a escrever e a perceber que a poesia é a língua que melhor lhe permitia falar de si. Aos 18 anos, entrou na Faculdade de Arquitectura e e foi aí que começou a olhar à sua volta e a perceber que estava a viver num país cinzento e triste, uma ditadura, onde as pessoas não eram livres de falar e cantar e dançar. Na década de 70 termina o seu curso e vive intensamente o dia 25 de abril. Nasceu então o poeta de intervenção.
No texto autobiográfico do seu site, podemos encontrar a sua verdadeira dimensão humana e poética que nos revela a sua constante luta pela liberdade em prol de um mundo melhor. Poeta de intervenção, faz parte da geração de abril com nomes como Zeca Afonso, Francisco Fanhais, Manuel Freire, José Jorge Letria e outros) que cantavam, mais às claras ou mais às escondidas, para juntar pessoas e dizer-lhes que era preciso acabar com a ditadura se queriam ser livres e mais felizes, cito.
O gosto pelas crianças e a sua facilidade comunicativa leva-o atualmente a inúmeras bibliotecas de escolas onde partilha com as crianças o gosto pela vida, pela poesia e pela palavra. É pai de três filhos que, cito, são a razão de muito do que faz. É para eles que guarda a criança que ainda vive dentro do seu peito e que, apesar de alguns tropeções e desgostos, vive sempre a encantar-se com as maravilhosas surpresas que a vida continua a reservar-nos, cito ainda. Hoje está aqui connosco e é um prazer poder desfrutar da sua companhia.
A nossa turma presta-lhe aqui um pequeno tributo, lendo o poema que nos fez despertar para a poesia.