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Na passada quarta-feira, 28 de maio, recebemos a visita do escritor António Torrado. Mais uma vez, a biblioteca encheu com 3 turmas do 4.º ano e 2 turmas do 8.º, para além de muitos outros alunos. O encontro aconteceu a propósito da leitura das obras O Homem Sem Sombra e Teatro às Três Pancadas.

A sessão começou com uma peça de teatro, encenada e interpretada por uma turma do 8.º ano, a partir do texto dramático «A Raposa e o Corvo» de António Torrado. Depois o escritor conversou um pouco com alunos, com a boa disposição e  humor que o caracterizam. Contou episódios da sua vida, leu-nos histórias e poemas, alguns deles inéditos. Seguiu-se a sessão de perguntas e respostas e finalmente a sessão de autógrafos.

A Biblioteca agradece mais uma vez à Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra, que já há vários anos proporciona estes momentos únicos de encontro do escritores com os seus leitores.

Deixamos-te aqui um vídeo que apresenta 100 obras de António Torrado:

“A leitura é sempre o esforço conjugado de compreender e de incorporar”.

SCHOLES, 1991.

 

leitor

Por leitura entende-se, numa fase inicial, a capacidade de decifração do conteúdo formal de um texto (sons e palavras). Só mais tarde a leitura se assume como a reprodução do texto em conformidade com as relações sintáticas e semânticas ao nível da frase.   Mais tarde ainda, já conhecedor dos sons correspondentes à representação gráfica das palavras, pretende-se que, progressivamente, o aluno apreenda sentidos à medida que procede à decifração formal. A conjugação destas duas operações em perfeita sincronização conduz-se ao leitor ideal.  Este tipo de leitor lê e compreende o que lê, no momento em que lê, mesmo que o faça em voz alta. Porém, há nas nossas escolas um longo caminho a percorrer até atingir o culminar do exercício da leitura como decifração, nem só do universo ficcional, mas do próprio mundo.

Este leitor, a que chamaremos proficiente, vai muito além: relaciona conteúdos e experiências de vida; retira ilações do que lê de forma a construir a sua própria mundividência; exerce o seu espírito crítico e o seu livre arbítrio; problematiza o que lê, antecipa e prevê outras leituras, estabelecendo extratextos a partir do que leu.

Assim, importa que nos perguntemos que tipo de leitor queremos formar na nossa escola. Leitores comprometidos com a literatura e com sua capacidade de ampliar horizontes e visões de mundo ou somente leitores automatizados? É preciso que o professor ou mediador da leitura, tenha um real envolvimento e compromisso com o livro e a com literatura e com o tipo de desempenho que pretende dos seus alunos, pois, como é sabido,  no sentido mais lato da literacia inclui-se a leitura crítica de todos os tipos de texto, seja em linguagem verbal como em linguagem não verbal, a capacidade de ler, separar, categorizar e transformar a a informação em novo saber. Um longo caminho a percorrer.

Neste campo, os concursos que anualmente se realizam nas escolas, apesar da aparência rotineira dos mesmos, constituem um exercício de leitura que ultrapassa de longe a mera capacidade de reprodução do que se lê.  Não são muito concorridos, não trazem tanta popularidade como os resultados de um torneio de desporto, mas aqueles que participam são efetivamente alunos que estão no bom caminho para se transformarem no tipo de leitor que queremos formar nas nossas escolas. É por isso que nunca é de mais noticiar  este tipo de eventos, sensibilizar mais alunos a concorrerem, dar destaque aos resultados e divulgar os processos. Aqui fica a notícia referente ao nosso último concurso de leitura.

 

Realizou-se  no passado dia 2 de maio, pelas 10h, na BE/CRE da Escola E.B. 2,3 Padre Alberto Neto, a fase final do Concurso de Leitura -3º CICLO, cujas provas foram:
  • Perguntas escolhidas aleatoriamente sobre  as obras O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado e História da gaivota e do gato que a ensinou a voar de Luís Sepúlveda;
  • Leitura oral de excertos das obras referidas.
Os resultados finais foram os seguintes:
1º Lugar: Carolina Peixe do 8º2ª
2º Lugar: Madalena Rodrigues 7º1ª
3º Lugar Ana Raquel  8º2ª
4º Lugar João Costa  7º3ª
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Estão de parabéns os nossos vencedores, tal como todos os participantes. A organização do concurso esteve a cargo da Professora Ana Paula Rocha, uma parceria entre o Departamento de Português e a Biblioteca da nossa escola.
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Ana Isabel Falé

Decorreu hoje na biblioteca uma sessão com o militar de Abril Augusto Raposeiro, com a participação de 3 turmas do 9.º ano e uma turma do 5.º ano, no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.

augusto

O furriel miliciano de cavalaria Augusto Alberto Bento Raposeiro (n. 1951, Estefânia, Sintra) participou na Operação «Fim-Regime» integrado na tripulação da Chaimite Bafafá. Levava consigo horas de discussões sobre Portugal, no «corredor dos furriéis». É reformado, depois de 21 anos de trabalho na Tagol, três na Editorial Notícias e 12 à frente da livraria Astrolábio, que abriu em Mem Martins, onde vive. Estudou no ICL (hoje, ISCAL). Casado, um filho. Orgulha-se de ser filho («como Maia») de um chefe de estação ferroviária e neto de um cabo enfermeiro na batalha de La Lys.

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No Terreiro do Paço e no Carmo, a Bafafá ficou sempre junto do Posto de Comando, onde o furriel Ilharco se encarregava de comunicações de e para Salgueiro Maia. Essa localização e a cumplicidade do seu camarada permitiram-lhe tomar conhecimento com antecedência das informações mais relevantes e acompanhar a olho nu as reações de Salgueiro Maia. Confessa que, devido a essa proximidade, deu por si por duas vezes a dizer «a um hipotético deus», em jeito de reza: «Fiz isto com boa intenção.»

(Informação biográfica recolhida de Os Rapazes dos Tanques, da Porto Editora)

 

A poesia dá mais cor à primavera e às paredes da escola. Não percas a exposição no átrio do pavilhão A.

jardimpoetico jardimpoetico1

medium_5076256602Decorreu, na Semana da Leitura da nossa escola, mais uma edição do Karaoke da Leitura, com participação de todas as turmas do 5.º e 6.º ano. Estes foram os vencedores:
Quinto ano
1.° Lugar – Lino Trindade, 5.°8.ª
2.° Lugar – Diogo Alves, 5.°5.ª
3.° Lugar – André Dias, 5.°10.ª

Sexto ano
1.° Lugar – Iara Carvalho, 6.°7.ª
2.° Lugar – João Guerra, 6.°5.ª
3. °Lugar – Rafael Carrolo, 6.°8.ª

A biblioteca dá os parabéns aos participantes, pois todos tiveram um desempenho excelente, o que dificultou o trabalho do júri.

photo credit: paral_lax <°)>< via photopin cc

 

Comemora-se no próximo domingo o Dia da Mãe. É uma data que celebra o amor incondicional, a dedicação, o papel fundamental da mãe na estrutura familiar.  Apesar da embalagem comercial que lhe vem associada, o Dia da Mãe ainda reúne famílias e é um bom pretexto para um almoço ou para um passeio ao sol com o coração alegre, porque os laços que unem mãe e filhos são muito fortes e apertam mais nesse dia.

A literatura é prolífera em livros que nos falam do universo da mãe, do seu próprio ponto de vista, ou do ponto de vista dos filhos.

 

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Porém, a forma como a sociedade se organiza nos nossos dias cria  assimetrias no desempenho tradicional do  papel de mãe. São problemáticas como a monoparentalidade ou a ausência da mãe, o abandono infantil ou os maus tratos, a fraqueza e impotência da mãe sob o jugo paterno ou a maternidade precoce, tão comum na adolescência.

Dessas problemáticas tratam justamente os livros cujas capas acima se publicam. São sugestões de leitura que ajudam a refletir sobre o que é ser mãe nos nossos dias, um papel que não passa necessariamente pelo ato da conceção.

 

Ana Isabel Falé

 

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