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José Fanha e Daniel Completo estiveram hoje na Escola Básica n.º 1 de Rio de Mouro a apresentar o seu espetáculo «Mão no chão e pé no ar», para alunos do 1.º ciclo. Música e poesia deram as mãos num espetáculo muito animado e participado pelos alunos. Aqui ficam algumas fotos.

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Aqui fica um filme com algumas imagens e música do espetáculo de José Fanha e Daniel Completo, que encheu a biblioteca de música e poesia durante a manhã de hoje.

fanhaÉ já amanhã, terça-feira, 16 de dezembro, que vai decorrer na nossa Biblioteca o espetáculo «Ailé, Ailé, Zeca cantado e contado»​, um espetáculo de poesia e canções com José Fanha e Daniel Completo.
Cerca de 200 alunos vão poder desfrutar da poesia e música do José pelas palavras e múdica de José Fanha e Daniel Completo.

Na semana em que se comemora o Dia Mundia da Poesia, sugerimost-te como Livro da Seman uma escelente coletânea de poesia de José Fanha, porta português que já por diversas vezes visitou a nossa biblioteca.

 

«Quando escrevemos, fazemos acontecer coisas»

A primeira parte do vídeo da sessão com o José Fanha na nossa biblioteca, na quarta-feira passada

Variação sobre o poema de José Fanha: “Eu sou português aqui”, da autoria da Cesaltina, do 8.º 4.ª

Eu sou angolana aqui

Lá e cá…

Foram 35 anos de sofrimento
E agora muitos momentos de alegria.

E por isso sempre fomos um só povo
Uma só nação
Em qualquer lugar
Serei sempre angolana

Do lado de cá do coração.


Deixamos aqui os dois poemas declamados pelos alunos na sessão com o poeta José Fanha da parte da tarde:

Eu Sou Português Aqui

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que em papa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

Eu sou português aqui

José Fanha

Todas as Bibliotecas

Todas as bibliotecas estão cheias de lágrimas
E crinas de cavalos verdes

Todas elas são forradas
Com o canto proibido das sereias.

Em todas elas
– repara –
Os livros são labaredas
No silêncio das paredes

José Fanha

Eis o pequeno texto autobiográfico do escritor José Fanha, realizado pelos alunos do 8,º, e que serviu para apresentação do autor na sessão da parte da parte:

José Fanha – Biografia
Nasceu em Lisboa a 19 de Fevereiro de 1951. Licenciado em Arquitectura é guionista para a televisão e para o cinema, já foi professor do ensino secundário e é hoje assessor cultural na Câmara de Sintra. Poeta, declamador, contador de histórias, autor de letras para canções e de histórias para crianças, autor de textos para televisão, para rádio e para teatro é também pintor nos tempos livres. Participou, entre muitas outras actividades, no teatro (como fundador e animador), participou em concursos de televisão, colaborou em programas de rádio e tem trabalhado em adaptações de inúmeros textos teatrais ou televisivos.
Estudou dos 10 aos 17 anos no Colégio Militar onde conheceu uma educação muito rígida que ainda assim não lhe cerceou o espírito livre. Foi aí que começou a escrever e a perceber que a poesia é a língua que melhor lhe permitia falar de si. Aos 18 anos, entrou na Faculdade de Arquitectura e e foi aí que começou a olhar à sua volta e a perceber que estava a viver num país cinzento e triste, uma ditadura, onde as pessoas não eram livres de falar e cantar e dançar. Na década de 70 termina o seu curso e vive intensamente o dia 25 de abril. Nasceu então o poeta de intervenção.
No texto autobiográfico do seu site, podemos encontrar a sua verdadeira dimensão humana e poética que nos revela a sua constante luta pela liberdade em prol de um mundo melhor. Poeta de intervenção, faz parte da geração de abril com nomes como Zeca Afonso, Francisco Fanhais, Manuel Freire, José Jorge Letria e outros) que cantavam, mais às claras ou mais às escondidas, para juntar pessoas e dizer-lhes que era preciso acabar com a ditadura se queriam ser livres e mais felizes, cito.
O gosto pelas crianças e a sua facilidade comunicativa leva-o atualmente a inúmeras bibliotecas de escolas onde partilha com as crianças o gosto pela vida, pela poesia e pela palavra. É pai de três filhos que, cito, são a razão de muito do que faz. É para eles que guarda a criança que ainda vive dentro do seu peito e que, apesar de alguns tropeções e desgostos, vive sempre a encantar-se com as maravilhosas surpresas que a vida continua a reservar-nos, cito ainda. Hoje está aqui connosco e é um prazer poder desfrutar da sua companhia.
A nossa turma presta-lhe aqui um pequeno tributo, lendo o poema que nos fez despertar para a poesia.

Eis os dois poemas de José Fanha recitados pelos alunos na sessão com o autor da parte da manhã:

Coisas que Acontecem

Venceslau venceu na vida
Timóteo tocou trompete
Samuel sorveu a sopa
Paulino comeu esparguete.

Violeta viu as vistas
Diana doeu-lhe o dedo
Fernandinho foi aos figos
Silvina guardou segredo.

Albertino teve tino
Pedrito passou na praça
Henriqueta enriqueceu
Guidinha não achou graça.

Amadeu deu em doidinho
Noémia não disse nada
Marcela migou as migas
e a Célia fez a salada.

Valdemar virou a vela
Carlota foi ao calista
Luisinha leu as letras
Cristina levanta a crista.

Rosalina fez rissóis
Pompeu visitou Pompeia
Tolentino foi à tropa
Balbina foi à boleia.

Baltazar é batoteiro
Joana vai ao jardim
Laurindinha lava a louça
Francisco fugiu por fim.

Cantiga Felina

Eu sou uma gata gatona gatinha
pequena ladina
feroz e feliz e felina.
Eu sou uma gata que come
fanecas e figos
Feijão e favona e favinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
faceira furtiva
fadista fiel e festiva.
Eu sou uma gata que foge
da fúria do fogo
fanhosa felpuda fininha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
uma bela figura
que fala que funga e que fura.
Eu sou uma gata que veste
um fatinho forrado
com fita fivela e fitinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

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