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A poesia dá mais cor à primavera e às paredes da escola. Não percas a exposição no átrio do pavilhão A.

jardimpoetico jardimpoetico1

Na semana em que se comemora o Dia Mundia da Poesia, sugerimost-te como Livro da Seman uma escelente coletânea de poesia de José Fanha, porta português que já por diversas vezes visitou a nossa biblioteca.

 

Publicamos hoje duas poesias da Marta Cortes, do 7.º ano

A Razão

Porquê que é tão complicado
Amar e ser amado
Conseguir encontrar um coração
E nela guardar a nossa recordação

Nada posso fazer para poderes olhar
E veres que os meu olhos estão a chorar
Não consigo fazer-te perceberes
Que passas por mim sem me veres

E aqui estou apesar
Nesta solidão sem te ter
E fico para a pensar
Na razão do meu viver

Agora que sabes aquilo que sinto
Já não tenho nada a explicar
Mas eu choro porque não percebo
porque sofri tanto só para te amar

Amigos da Onça

Não curto de pessoas sonsas
Muito menos amigos de onça
Otários sem correcção
Que não teem correcção

Não podemos confiar
Nem nada lhes contar
A porcaria que eles fazem
Só desilusões é que trazem

Idiotas que não têm vida
Malta que nem seque chegou
E que estão logo de partida
Voam e nem sequer tem plano de voo

É que já nem tenho pachorra
Este mundo é uma porra
Isto agora acaba aqui
Já escrevi tudo o que senti

Marta Cortes
Nº29
7º2ª

photo credit: Helga Weber via photo pin cc

A poesia invadiu o pátio da escola, com um entendal de poemas da autoria dos nossos alunos. Aqui ficam as fotos e, mais abaixo, alguns dos poemas expostos:

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Chega depressa, ó primavera!

Chega depressa, ó minha primavera!
Nós estamos todos à tua espera
Dás cor à nossa vida e vida às cores
Folhas novas substituem as velhas

As folhinhas verdes e as flores
dão o mel às abelhas

És a alegria dos lavradores
E dos passarinhos que fazem o ninho
Todos se preparam para a tua chegada

Chega depressa, ó primavera!
Estamos todos à tua espera!
Ana Sofia Pedro, 5º4ª

Adeus, chuva!
Adeus, frio!
Adeus, inverno!
A primavera está à vista!

Adeus, árvores nuas!
Adeus, folhas mortas no chão!
Adeus, inverno!
Olá, primavera!

Olá, linda natureza!
Olá, belas andorinhas!
Adeus, inverno!
A primavera está à vista!

Olá, flores gloriosas!
Olá, sol brilhante!
Adeus, inverno!
Olá, primavera!

Carlos Costa, 5º4ª

A alegria

É azul como o céu
Sabe a chocolate de leite
Cheira a pipocas doces
É quente como o pôr-do-sol

Tem o som de passarinhos a chilrear
O movimento das nuvens
É leve como o ar
Faz-me sentir na lua

Marília Silva, 5º4ª

A Poesia lembra-me…

A poesia lembra-me o amor
O amor lembra-me os amigos
Os amigos lembram-me a família
A família lembra-me a amizade
A amizade lembra-me a felicidade
A felicidade lembra-me a poesia

Rafael Semedo, 5º4ª

A dança do A

Um dia a Ana, o André, a Anabela
o Alexandre, a Anita e o António
repararam que os seus nomes
começavam todos por A.
Disseram ao mesmo tempo:
̶ Que admirável!

A Alícia, o Ausónio, o Arnaldo
e o Armindo, lá na aldeia
repararam que os seus nomes
também começavam por A.
E disseram todos assim:
̶ Que admirável!

Veio logo a Antonieta de longe
A gritar: “Esperem,
Esperem por mim!

Isabelle Souza, 5º6ª

Aqui ficam alguns belíssimos haikus produzidos por alunos do 5.º ano da nossa escola.

O haiku é uma forma de poesia breve, bela e simples originária do Japão. Tem três versos curtos, sem rima, que apresentam, respetivamente, 5, 7 e 5 sílabas métricas. O haiku expressa sempre uma perceção da natureza captada pelos sentidos.


Deixamos aqui os dois poemas declamados pelos alunos na sessão com o poeta José Fanha da parte da tarde:

Eu Sou Português Aqui

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci
deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que em papa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

Eu sou português aqui

José Fanha

Todas as Bibliotecas

Todas as bibliotecas estão cheias de lágrimas
E crinas de cavalos verdes

Todas elas são forradas
Com o canto proibido das sereias.

Em todas elas
– repara –
Os livros são labaredas
No silêncio das paredes

José Fanha

Eis os dois poemas de José Fanha recitados pelos alunos na sessão com o autor da parte da manhã:

Coisas que Acontecem

Venceslau venceu na vida
Timóteo tocou trompete
Samuel sorveu a sopa
Paulino comeu esparguete.

Violeta viu as vistas
Diana doeu-lhe o dedo
Fernandinho foi aos figos
Silvina guardou segredo.

Albertino teve tino
Pedrito passou na praça
Henriqueta enriqueceu
Guidinha não achou graça.

Amadeu deu em doidinho
Noémia não disse nada
Marcela migou as migas
e a Célia fez a salada.

Valdemar virou a vela
Carlota foi ao calista
Luisinha leu as letras
Cristina levanta a crista.

Rosalina fez rissóis
Pompeu visitou Pompeia
Tolentino foi à tropa
Balbina foi à boleia.

Baltazar é batoteiro
Joana vai ao jardim
Laurindinha lava a louça
Francisco fugiu por fim.

Cantiga Felina

Eu sou uma gata gatona gatinha
pequena ladina
feroz e feliz e felina.
Eu sou uma gata que come
fanecas e figos
Feijão e favona e favinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
faceira furtiva
fadista fiel e festiva.
Eu sou uma gata que foge
da fúria do fogo
fanhosa felpuda fininha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
uma bela figura
que fala que funga e que fura.
Eu sou uma gata que veste
um fatinho forrado
com fita fivela e fitinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Bom dia, senhor José!
Obrigada por nos visitar.
Já tenho os cabelos em pé
Com tantas coisas para perguntar.

Se já gosta de escrever,
Deve continuar.
Agora poderá também
Aprender a ilustrar.

Nos seus poemas
Magia encontrei
Resolvi alguns problemas
E em si me inspirei.

Quero ser como o senhor,
Um poeta escritor.
Quero escrever poesia
Com todo o rigor.

Se eu pudesse escrever um livro
Que nome lhe daria?
“Meu caro amigo José”
Ou “José e Maria?

Num só livro não caberia
Toda a história maravilhosa
Que eu própria escreveria
Para uma alma tão bondosa.

Madalena Rodrigues, n.º13, 5.º 5.ª
(Poema dedicado ao escritor José Fanha)
Jan. 2012

Comemora-se hoje o Dia Mundial do Livro e concluímos assim a nossa colectânea de poemas sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados:

Os Meus Livros

Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.

A Rosa Profunda, Jorge Luis Borges

No dia 23 de Abril comemora-se o Dia Mundial do Livro. Até lá publicaremos todos os dias um poema diferente, sobre o livro ou a leitura, de poetas consagrados. Este é o décimo terceiro:

Os livros

Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.

Pela casa fora, José Jorge Letria

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