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A instabilidade política que seguiu ao fim do Império Romano Período travou o processo de expansão das das bibliotecas iniciado pelos gregos e continuado pelos romanos; o que escapa à destruição é reunido nos conventos e mosteiros, onde o culto dos livros e sua paciente reprodução prossegue como uma das virtudes monacais – nos “scriptoria”, os manuscritos eram conservados, lidos, copiados, traduzidos e ilustrados.
A riqueza das bibliotecas dos mosteiros (uma colecção de 200 volumes era considerada uma grande biblioteca) dependia da presença de eruditos que, regra geral, se dedicavam também ao ensino (escolas monacais e conventuais) e da sua capacidade para pedirem emprestados manuscritos originais para copiar.

Contudo, o mundo árabe escapou a este período de barbárie e foram criadas inúmeras bibliotecas contendo manuscritos gregos, traduções em árabe e livros da ciência árabe, acessíveis tanto a professores como a estudantes.

Mesquita de Al-Hakim, no Cairo

Mesquita de Al-Hakim, no Cairo

A mais importante destas bibliotecas foi a de Dar al-ilm (“casa do conhecimento”), fundada em 1004 pelo califa Al-Hakim, no Cairo. Continha mais de 600 000 livros (entre os quais 6500 de matemática e astronomia), assim como livros de filosofia e um globo terrestre, de cobre, construído por Ptolomeu.

Imagem: Flickr
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Biblioteca de Celso, em Efeso

Biblioteca de Celso, em Efeso

A Biblioteca de Celso fica em Efeso, na Ásia Menor (Anatólia) (actual Turquia)e foi mandada construir em honra de Tiberius Julius Celsus Polemaeanus, governador romano dessa província, pelo seu filho Galius Julius Aquila, e concluída em 135 d. C. . A biblioteca armazenava 12 000 rolos de papiro e serviu ainda como túmulo de Celso.

Biblioteca de Celso - pormenor da fachada

Biblioteca de Celso - pormenor da fachada

O edifício que hoje vemos é uma reconstrução da autoria de uma equipa de arqueólogos austríacos, que permite igualmente observar o tipologia dos edifícios públicos romanos.
As estátuas da fachada são cópias dos originais (que actualmente se encontram no museu de Efeso em Viena) e representam a sabedoria (Sophia), o conhecimento (Episteme), a inteligência (Ennoia) e o valor (Arete), que se crê terem sido as qualidades de Celso.

Efeso é um dos locais arqueológicos mais importantes do mundo e ficou famosa na antiguidade por albergar o famoso templo de Artemisa, uma das sete maravilhas do mundo.

Biblioteca de Celso - uma das estátuas da fachada

Uma das estátuas da fachada - Episteme (conhecimento)

Biblioteca de Pérgamo

Biblioteca de Pérgamo

A Biblioteca de Pérgamo foi fundada por Atalo I (241-197 a.C.), rei de da cidade de Pérgamo (no Noroeste da actual Turquia), como resposta ao enorme sucesso da Biblioteca de Alexandria.
A rivalidade entre as duas leva o Egipto a cortar-lhe o fornecimento de Papiro.
Tal obrigou à procura de alternativas, sendo apreciadas as peles de animais, que até eram mais resistentes e duráveis. Mas estas eram um recurso caro e escasso, o que levou ao desenvolvimento de tecnologia para a sua optimização e reutilização, dando origem a um novo suporte, o pergamene, ou pergaminho.

Em 30 a. C., Marco Aurélio ofereceu o espólio da biblioteca de Pérgamo a Cleópatra do Egipto, contribuindo para enriquecer ainda mais a sua rival.

Reconstituição da Biblioteca de Alexandria (suposição)

Reconstituição da Biblioteca de Alexandria (suposição)

A Biblioteca de Alexandria surge no período helenístico (séc. III a. C.), fundada por Ptolomeu I Sóter, rei do Egipto, e chegou a ter 700.000 volumes (rolos de pergaminho) antes de ser destruída por três incêndios:

  • em 272 d.C., por ordem do imperador romano Aureliano;
  • em 392, por ordem do imperador Teodósio I, juntamente com outros edifícios pagãos;
  • em 640 pelos muçulmanos, sob a chefia do califa Omar I;

Era constituída por uma sala de leitura, uma oficina de copistas e um arquivo para a documentação oficial. Às obras aí guardadas era dedicado um especial cuidado na verificação do conteúdo, sendo anotados o seu número de linhas e outras informações sobre os autores. Essas obras eram compostas essencialmente por rolos de papiro, a que os Gregos chamavam kilindros. Para se referir uma obra composta por vários kilindros usava-se o termo biblion.
O termo theke, designação genérica e sufixo para armário, prateleira ou arrecadação, foi por sua vez associado à forma de organização e arrumação dos biblion, daí resultando o actual termo biblioteca.
Segundo Estrabão, a Biblioteca de Alexandria era “um cenáculo erudito destinado aos homens de letras que trabalhavam na biblioteca”.
No ano 30 a. C. Marco António ofereceu a Cleópatra a Biblioteca de Pérgamo, o que permitiu enriquecer bastante o espólio de Alexandria.

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