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Realização: Hayao Miyazaki
Duração: 126 min
Idade: M/ 6
Chihiro (Hiiragi), de 10 anos, viaja com os pais para a nova casa. Com dúvidas quanto à estrada correcta, seguem pelo que parece ser um atalho, mas esse caminho acaba junto a um longo túnel. Decidem deixar o carro e atravessar o túnel a pé, chegando a uma cidade aparentemente deserta. Os pais da menina, atraídos pelo agradável aroma, entram num restaurante e começam a comer, apesar de não haver ninguém no local. Desconfortável com a situação e com vontade de voltar para trás, a pequena caminha pela cidade, deparando com fantasmas e outras criaturas estranhas. Volta, a correr, para junto dos pais para descobrir, horrorizada, que os dois foram transformados em dois porcos bem gordos. A cidade é afinal uma estância de repouso para deuses e Chihiro vê-se forçada a trabalhar na casa de banhos da bruxa Yubaba (Natsuki), enquanto procura uma saída e um meio de salvar os pais.

Miyazaki criou uma história – “para todos os que têm 10 anos e para os que já tiveram” – que poderá ter uma mensagem simples, como a necessidade de lutar e enfrentar as adversidades, em vez de fazer birra, num canto. «A Viagem de Chihiro» envolve-se numa narrativa densa, com múltiplas personagens e situações elaboradas, fundadas em mitos e tradições japonesas – ainda que a arte seja, de um modo geral, saída da imaginação do autor –, que não haverão de parecer estranhos mesmo a quem nunca tenha visto um filme sobrenatural produzido no Japão.
Visualmente, o filme demonstra que a animação tradicional pode ainda surpreender e que a simplicidade aliada ao talento continua a ser um grande trunfo.

Sinopse de: http://www.asia.cinedie.com

Página sobre o filme: http://www.europafilmes.com.br/aviagemdechihiro/

 

Título original: Good bye, Lenin!
Realizador: Wolfgang Becker
Actores: Daniel Brühl, Katrin Saß, Chulpan Khamatova, Maria Simon, Florian Lukas, Alexander Beyer, Burghart Klaußner, Franziska Troegner, Michael Gwisdek
Origem: Alemanha
Ano: 2003
Duração: 118 minutos
Idade: M/12

Outubro de 1989 era uma má altura para ficar em coma, para quem vivesse na Alemanha de Leste – mas é precisamente o que acontece a mãe de Alex (Daniel Bruhl), um activista do progresso social. Oito meses depois, para surpresa de todos, Christiane (Katrin Sass) sai do seu coma. Mas o seu país mudou radicalmente e ela desperta numa Alemanha capitalista. O seu coração está tão fraco que o menor choque pode levá-la à morte. E afinal, o que poderá ser mais dramático do que a queda do muro e o triunfo do capitalismo sobre o seu país? Para salvar a mãe, Alex decide ocultar todos os factos políticos, e para isso transforma os 79 metros quadrados do seu apartamento numa colónia de recordações onde a mãe é levada a acreditar que nada mudou na sua ausência.

Um retrato sobre os primeiros tempos da Alemanha unificada, num magnífico filme que combina com inteligência a comédia e o drama e que é um dos marcos fundamentais do moderno cinema germânico.

Destaque também para a música de Yann Thiersen, o mesmo que compôs a banda sonora de “Le Fabuleux Destin D’Amélie Poulain”, mas que envereda aqui por uma vertente mais dramática, optando naturalmente pela união quase exclusiva ao piano.

PARA SABER MAIS:

Sobre o filme:

Sobre o contexto:

Título original: No Man’s Land
Realizador: Danis Tanovic
Actores: Branko Djuric, Rene Bitorajac, Filip Sovagovic, Georges Siatidis, Serge-Henri Valcke, Sacha Kremer, Alain Eloy, Mustafa Nadarevic, Bogdan Diklic, Simon Callow, Katrin Cartlidge, Tanja Ribic, Branko Zavrsan, Djuro Utjesanovic, Mirza Tanovic.
Origem: Bósnia-Herzegovina / Eslovénia / Itália / França / Reino Unido / Bélgica
Ano: 2001
Duração: 98 minutos

Escrita e realizado por Tanovic, Terra de Ninguém é uma implacável sátira de guerra, que narra como um soldado bósnio e outro sérvio se encontram presos em plena frente de batalha, numa trincheira em terra de ninguém, na qual um soldado ferido está deitado em cima de uma mina, sem poder se mexer senão ela explodirá.

A maior parte da acção decorre no curto espaço de uma trincheira entre as duas linhas inimigas. Nela acabam por se encontrar o soldado bósnio Chiki (Branko Djuric) e o sérvio Nino (René Bitorajac).

Na noite anterior, um grupo de soldados bósnios perdera-se no nevoeiro, e espera que amanheça, para prosseguir o seu caminho. Pela manhã, são atacados por sérvios. Somente Chiki sobrevive. Ele esconde-se na trincheira, esperando o momento certo para fugir.

Entretanto, o comandante sérvio manda dois soldados inspeccionarem a região. No local, só encontram os mortos e resolvem fazer uma armadilha: colocam uma mina explosiva debaixo do corpo de Cera (Filip Savagovic), exactamente na trincheira onde Chiki está escondido. Quando o descobrem, inicia-se um tiroteio.

Restam Chiki e Nino, os inimigos. Enquanto os dois homens tentam encontrar uma solução para o seu inextricável problema, um “capacete azul” francês tenta ajudá-los, contrariando as ordens dos seus superiores. Entretanto, os meios de comunicação chegam ao local e transformam a situação num espectáculo mediático internacional.

A imprensa não é poupada. Se por um lado é a repórter que faz com que a ONU tome alguma providência, todos os seus actos são em função de um furo de reportagem. Já na trincheira, a jornalista mostra toda a sua arrogância e mediocridade, fazendo perguntas do tipo: “Como é que se sente? Está cansado? Foi você que colocou a mina por debaixo do soldado bósnio?”. Os seus editores, num estúdio em qualquer lugar do mundo, insistem para que a jornalista consiga uma entrevista exclusiva com o soldado em cima da mina ou, ainda, que registre o momento em que a mina será desactivada.

Tanovic explicou várias vezes que o principal objectivo do filme era “erguer uma voz contra a guerra”. Objectivo conquistado, que lhe permitiu ganhar ao mesmo tempo reconhecimento internacional: além de ganhar o Óscar de melhor filme estrangeiro em 2002, o primeiro da Bósnia-Herzegovina, o filme de Tavonic conquistou um Globo de Ouro e o prémio de melhor argumento no Festival de Cannes de 2001.

Sobre a época

 

Título original: Girl with a Pearl Earring
Realizador: Peter Webber
Actores: Colin Firth, Scarlett Johansson, Tom Wilkinson, Judy Parfitt, Cillian Murphy, Essie Davis, Joanna Scanlan, Alakina Mann, Chris McHallem, Gabrielle Reidy, Rollo Weeks, Anna Popplewell, Anaïs Nepper, Melanie Meyfroid, Nathan Nepper …
Origem: Reino Unido
Ano: 2003
Duração: 100 minutos

Um dos quadros mais famosos e misteriosos de sempre, “Girl with a Pearl Earring” do pintor holandês Johannes Vermeer, serve de argumento a este belíssimo filme, que conta com a ajuda preciosa da belíssima fotografia do português Eduardo Serra.

Holanda, 1665. Depois de o pai ficar cego devido a uma explosão, a jovem Griet vê-se obrigada a trabalhar para sustentar a família. Com apenas 17 anos, torna-se criada na casa de Johannes Vermeer, um pintor cuja atenção se começa a voltar para a jovem Griet. Apesar das diferenças dos dois mundos, Vermeer leva-a para o mundo da arte, e ela torna-se sua musa… Uma bela e comovente hisória, baseada no bestseller de Tracy Chevalier, que retrata com mestria o ambiente das artes do século XVII.

Uma excelente recriação da época, tanto a nível da fotografia, que remete totalmente para o ambiente da altura e para as cores a que estamos habituados dos quadros dos artistas dessa época, bem como a nível de guarda-roupa e de recriação da estrutura social da cidade de Delft no século XVII. Espaços como o mercado ou a casa do pintor, as alusões aos alimentos e à sua preparação, as formas de vestir e de agir das personagens e a confecção das tintas e dos materiais nelas utilizados são pormenores em que a realização se esmerou. O facto de encontrarmos uma personagem protestante que habita uma casa católica permite ainda dar conta das diferenças existentes na Holanda do século XVII entre os hábitos das duas religiões.

Outra importante mais-valia do filme é a recriação da técnica de Vermeer, criteriosamente desconstruída, evidenciando o processo de criação e execução até à obra final. É o que acontece, por exemplo, com a demonstração da técnica da “janela aberta”, que permite o uso da incidência da luz em ambiente fechado, acentuando o carácter estático e sereno das suas composições, muitas delas recriando a intimidade de cenas privadas, envoltas numa atmosfera de influência religiosa. Também a questão das encomendas e dos patronos do artista permitem perceber o funcionamento do mundo das artes do século XVII.

A edição em DVD tem algumas cenas cortadas com potencialidades pedagógicas, nomeadamente episódios da Peste Negra, que conheceu importantes surtos ao londo de todo o século XVII.

Sobre o filme:

Sobre Vermeer:

video-48x48.pngO Dia Internacional da Tolerância comemora-se no dia 16 de Novembro. Aqui ficam alguns filmes que poderão ser usados para abordar temáticas ligadas à tolerância:

A Missão – “The Mission” (1986 – 120 m)

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América do Sul, século XVIII. Depois da morte de um missionário jesuíta no interior da selva, o Padre Gabriel (Jeremy Irons) tenta entrar em contacto com a tribo responsável.O mercenário traficante de escravos Mendoza (Robert De Niro) também encontrou um filão nesta região inexplorada. Um homem desprovido de compaixão, não hesita em matar o irmão Felipe quando descobre que é para este que vai o amor da jovem Carlota. Gabriel convence-o a procurar refúgio espiritual na missão. Anos mais tarde, um novo tratado é assinado, e um representante da igreja chega para decidir o destino da missão, agora governada por Gabriel e Mendoza. Mas as tropas encarregadas de a destruir já vão a caminho. Mendoza e Gabriel enfrentam um terrível dilema: obedecer à ordem Papal e abandonar a missão, ou ficar e defender os índios. Gabriel opta pela salvação, mas Mendoza luta ferozmente contra os espanhóis, ao lado dos índios que outrora explorara.

A Lista de Schindler – “Schindler’s List” (1993 – 187 m)

schindler.jpgA Lista de Schindler, um filme de Steven Spielberg, é uma obra-prima, que se tornou um dos mais distinguidos filmes de todos os tempos. O filme representa a indelével história do enigmático Oskar Schindler, um membro do partido nazi, mulherengo e especulador de guerra, que salvou a vida a mais de 1100 judeus durante o Holocausto. Foi o triunfo de um homem que fez a diferença no drama daqueles que sobreviveram a um dos capítulos negros da história da humanidade, salvos pelo que ele fez.

Amistad (1997 – 148 m)

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Baseado numa história verídica, o filme relata a incrível viagem de um grupo de escravos que se apoderam do comando do navio que os transportava a fim de regressarem à sua terra natal. Quando o navio, chamada La Amistad, é de novo recapturado e levado para os EUA, os escravos são acusados de crime e encarcerados à espera do seu destino. Inicia-se um processo que irá confrontar as bases de todo o sistema judicial americano. Mas para os homens e mulheres em causa, é uma simples batalha pelo direito básico de toda a humanidade… a liberdade.

Grita Liberdade – “Cry Freedom” (1987 – 151m)

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A história de uma amizade memorável entre dois homens inesquecíveis. A tensão e o terror dos tempos do Apartheid na África do Sul são poderosamente retratados neste emocionante filme realizado por Richard Attenborough, que nos conta a história de um activista negro Stephen Biko (Denzel Washington) e de um editor liberal de um jornal branco que arrisca a sua própria vida para divulgar ao Mundo a mensagem de Biko. Depois de ter conhecimento dos verdadeiros horrores do Apartheid, através das descrições de Biko, o editor Donald Woods (Kevin Kline) descobre que o seu amigo foi silenciado pela polícia. Determinado a fazer ouvir a mensagem de Biko, Woods embarca numa perigosa aventura para escapar da África do Sul e divulgar ao mundo a impressionante história de coragem de Biko. A fascinante história mostra as facetas da humanidade nas suas vertentes mais terríveis e mais heróicas.

Billy Elliot – “Billy Elliot” (2000 – 106 m)

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Quando Billy, um rapazinho de 11 anos, descobre uma classe de ballet que partilha o ginásio com o seu clube de boxe, há algo na magia dos movimentos que capta a sua atenção. E depressa troca as lições de boxe pelas de ballet, sem que a família o saiba. O pai e o irmão de Billy, ambos envolvidos numa greve de mineiros, lutam para pôr comida na mesa. As suas frustrações vão ao rubro quando descobrem que Billy anda a gastar o dinheiro das aulas de boxe numa ocupação pouco masculina. A professora de ballet convence Billy a prosseguir as aulas sem pagar, mas não consegue fazer o pai de Billy compreender o talento do filho. Enraivecido pela incompreensão da família, Billy executa uma dança só para o seu amigo Michael, mas é visto a meio da interpretação pelo pai. Descobrindo ali mesmo o talento do filho, o pai garante-lhe que terá a sua oportunidade de ir a uma audição a Londres. Com a ajuda dos outros mineiros, Billy e o pai chegam finalmente a Londres para o grande dia…

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