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Uma fotobiografia do escritor José Fanha realizada por Vítor Mordido, aluno do 8.º 4.ª.

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Variações sobre o poema de José Fanha: “Eu sou português aqui” escritas por alunos da escola

Eu sou livre aqui

Sou pena por fora
Mas pedra por dentro
Sei a vida que vivi
Já levada pelo vento

Eu sou livre aqui
Amo a minha terra
Foi a terra onde eu nasci
Não é uma terra perfeita
Mas eu sou livre aqui
Pois tenho a alegria
De me lembrar que um dia
Pensei que perderia
O meu mundo de fantasia…
e não perdi!

Sou livre aqui

Porque sei
Que jamais me lembraria
De poder voltar a fazer o que fazia

Sou livre aqui
Para ler e escrever
E jamais me vou esquecer
De continuar a escrever
A minha querida poesia

Sou livre aqui
Com o mundo na palma da mão
E a poesia no coração

Mas para o universo da solidão,
Para isso, não há solução!

Ariana Martins, n.º 1 – 8.º 4.ª – 13 anos

Eu sou português aqui

Neste meio de palavras
Sou feito de amor e carinho
De seres de que me orgulho
Neste cesto pequenino
Onde o amor é o meu embrulho

Eu sou português aqui
Nasci neste recanto cheio de medo e de coragem
Com um olhar admirado
De pensamentos e encantos

Nasci perto da cidade

Não tive a mesma liberdade
De um pássaro ligeiro
De bico aventureiro

Eu sou português aqui
Entre este mundo sem jeito
E as asas de outro lugar
Sou campeão dos meus sonhos
Que prendo dentro do peito
E agora aqui estou eu
Poeta inteiro
E não desfeito

Daniel Dias, n.º 8 – 8.º 4.ª – 14 anos

Sou mulher aqui

Sou mulher aqui
No mundo em que nasci

Mas infelizmente cresci
Na terra dos sorrisos falsos
Que sublinham a tristeza
Para no final me perder
Na ilusão da beleza

Sou mulher aqui
Na terra onde o tempo passa
Onde as nuvens estão paradas

E onde as pessoas mudam
No prejuízo dos sonhos
Dos progenitores que lutam
Das noticias infelizes
Que o povo vai ouvindo

Sou mulher aqui
Na memória da amizade
Num tempo que corre tão limpo
Em águas de liberdade

Carina Marques, n.º 3 – 8.º 4.ª – 15 anos

Sou mulher aqui

Em terra e dunas talhada
Feita de cristal e de amor
Rasgada pelas ondas do mar
No silêncio da felicidade

Sou mulher aqui
Mas sobrevivente
Do lado de cá do mundo
Do lado de cá do amor
Da dor repetida
Da escuridão da noite
Vestida de vida

Nasci aqui
Num mês de abril qualquer
Quando esqueci todo o sofrimento
E comecei a conhecer
Cada detalhe da vida
Cada fibra do meu pão

Por isso eu digo
Eu sou mulher aqui
E trago a sinceridade presa
Num lado do coração

Sadigatou, n.º 23 – 8.º 4- 16 anos

Embora seja mais conhecido como escritor de livros para crianças e jovens, José Fanha, que hoje está de visita à nossa escola, é também o autor de letras de música, como é caso deste ““O meu coração não tem cor”, que, interpretada por Lúcia Moniz, foi a representante portuguesa no Festival Eurovisão da Canção de 1996 que teve lugar em Oslo. A canção obteve o sexto lugar, tendo recebido um total de 92 pontos e foi até ao momento, a melhor classificação de Portugal no Festival Eurovisão da Canção.
Aqui fica a letra e, mais abaixo, o vídeo da participação portuguesa no Festival:

Andamos todos a rodar na roda antiga
Cantando nesta língua que é de mel e de sal
O que está longe fica perto nas cantigas
Que fazem uma festa tricontinental

Dança-se o samba, a marrabenta também
Chora-se o fado, rola-se a coladeira
P’la porta aberta pode entrar sempre alguém
Se está cansado, diz adeus à canseira

Vai a correr o corridinho
Que é bem mandado e saltadinho
E rasga o funaná, faz força no malhão
Que a gente vai dançar sem se atrapalhar
No descompasso deste coração

E como é? E como é? E como é?
Vai de roda minha gente, vamos todos dar ao pé

Estamos de maré, vamos dançar
Vem juntar o teu ao meu sabor
Põe esta canção a navegar
Que o meu coração não tem cor

Estamos de maré, vamos dançar
Vem juntar o teu ao meu sabor
Põe esta canção a navegar
Que o meu coração não tem cor

Andamos todos na ciranda cirandeira
Preguiça doce e boa, vai de lá, vai de cá
Na nossa boca uma saudade desordeira
De figo, de papaia e de guaraná

Vira-se o vira e o merengue também
Chora-se a morna, solta-se a sapateia
P’la porta aberta pode entrar sempre alguém
Que a gente gosta de ter a casa cheia

Vamos dançar este bailinho
Traz a sanfona, o cavaquinho
A chula vai pular nas voltas do baião
Que a gente vai dançar sem se atrapalhar
No descompasso deste coração

E como é? E como é? E como é?
Vai de roda minha gente, vamos todos dar ao pé

Estamos de maré, vamos dançar
Vem juntar o teu ao meu sabor
Põe esta canção a navegar
Que o meu coração não tem cor

Estamos de maré, vamos dançar
Vem juntar o teu ao meu sabor
Põe esta canção a navegar
Que o meu coração não tem cor

Hey, (e vai te volte, vai te volte, p’ra acabar)
Que o meu coração não tem cor

Bom dia, senhor José!
Obrigada por nos visitar.
Já tenho os cabelos em pé
Com tantas coisas para perguntar.

Se já gosta de escrever,
Deve continuar.
Agora poderá também
Aprender a ilustrar.

Nos seus poemas
Magia encontrei
Resolvi alguns problemas
E em si me inspirei.

Quero ser como o senhor,
Um poeta escritor.
Quero escrever poesia
Com todo o rigor.

Se eu pudesse escrever um livro
Que nome lhe daria?
“Meu caro amigo José”
Ou “José e Maria?

Num só livro não caberia
Toda a história maravilhosa
Que eu própria escreveria
Para uma alma tão bondosa.

Madalena Rodrigues, n.º13, 5.º 5.ª
(Poema dedicado ao escritor José Fanha)
Jan. 2012

É já amanhã, 29 de fevereiro, que o escritor José Fanha visita a nossa escola. Aqui fica o programa da sua visita:

 

Manhã

Momento musical
Pandeirinho

Apresentação do autor

Poema “Poema Para Um Poeta”
Tributo ao autor

Sessão de perguntas e respostas

Poemas declamados por alunos
«Coisas que Acontecem», «Cantiga Felina»

Momento musical
Baile do Bê-á-Bá

Sessão de autógrafos

Tarde

Momento musical
O Jazz de Matisse

Apresentação do autor

Poema “Eu sou português aqui”
Tributo ao autor

Sessão de perguntas e respostas

Poemas declamados por alunos
“Asas”, “Outras bibliotecas”

Sessão de autógrafos

Eis alguns títulos de José Fanha disponíveis na nossa biblioteca:

É já na próxima quarta-feira que vamos receber a visita do escritor José Fanha, no âmbito da Semana da Leitura 2012, que hoje se inicia. O autor realizará duas sessões com alunos, uma de manhã para alunos do 5.º ano (que leram a obra Diário Inventado de Um Menino Já Crescido), e outra de tarde, para alunos do 8.º ano, que se debruçaram sobre a poesia do autor.

Daremos aqui no blogue o devido destaque à visita do autor.

De livros 2012

Título: A Porta
Autor: José Fanha
Edição: 2009
Páginas: 88
Editor: Edições Gailivro
ISBN: 9789895575817

Hoje escolhemos para livro do semana uma obra do autor que vai visitar a nossa escola na próxima quarta-feira, José Fanha. É também um dos livros que podes encontrar na Feira do Livro que está a decorrer na Biblioteca. Aqui fica um pequeno excerto:

«Um menino e os pais chegam, de malas feitas, a uma casa nova. Mas a casa nova não tem em paredes, nem tecto, nem nada. Apenas uma porta.
– Uma porta é um bom começo! – disse logo o pai que era um sonhador. Mas a mãe ficou muito aflita. – E onde é que está a cozinha, a sala, o quarto?!
Tudo estava por inventar naquela casa que ainda só tinha uma porta.
No entanto, essa não era uma porta vulgar. Abria para um mundo mágico onde viviam e vivem os novos vizinhos: o Grande Espinafre, a Bruxonauta, a Princesa Princesinha e o Xico Parafuso. Gente estranha e invulgar mas cheia de vontade de ajudar embora nem sempre essas ajudas resultem da melhor maneira. Basta lembrar os bruxedos falhados da Bruxonauta, das tentativas do Xico Parafuso de pregar as pessoas ao chão e os ponteiros ao relógio, ou do esparguete que não pára de crescer na horta do Grande Espinafre.»

Está a decorrer na biblioteca, entre hoje e dia 29 de fevereiro, uma feira do livro com obras do escritor José Fanha. Com preços a partir dos 5 euros, podes adquirir um livro do escritor e poeta que nos visita na próxima quarta-feira, e pedir um autógrafo nas sessões de autógrafos programadas para as 11h30 e 16h30.

Eis alguns dos novos títulos sobre a I República disponíveis na Biblioteca, e que podes usar na realização dos trabalhos da Área de Projecto:

5 de Outubro – Viva a República

de Maria José Meireles, ilustrações de Mafalda Neves
Edição: 2010
Páginas: 48
Editor: Editora Húmus
ISBN: 9789898139450

Os acontecimentos de 5 de Outubro de 1910 contados aos mais pequenos

7×1910 – Histórias da República

de Margarida Fonseca Santos

Ilustração: Inês do Carmo
Edição: 2010
Páginas: 38
Editor: Edições Gailivro
ISBN: 9789895577187

7x 1910 Histórias da República é um conjunto de sete histórias cujas personagens principais, falando na primeira pessoa, são objectos carregados de simbologia: O Mapa Cor-de-Rosa é acusado de estar na origem do célebre Ultimatum de 1890 , um antecedente que terá contribuído para o assassinato de D. Carlos I e mais, tarde, para a implantação da República. A Bala que estava dentro da pistola do Almirante Cândido dos Reis que se suicidara, pensando que a revolução tinha falhado. Acompanhado por um ordenança, o diplomata alemão preocupado com a vida dos estrangeiros que residiam no Avenida Palace pega na Bandeira Branca e segue rumo ao Marquês de Pombal, onde se encontravam muitos Republicanos. Estes ao verem-no chegar com a bandeira branca, pensaram que a Monarquia se tinha rendido. A Coroa Real que vive despeitada porque nunca mais foi posta numa cabeça de rei ou rainha desde o tempo de D.João IV. O Navio de Guerra que quando disparou sobre os edifícios do Ministério teve a certeza de que minou a confiança dos militares que defendiam a Monarquia. O Iate Real D. Amélia que levaria o rei deposto D. Manuel II e toda a família real até Gibraltar, onde ficariam a salvo.

Era uma Vez a República

de José Fanha
Ilustração: Alex Gozblau
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 88
Editor: Edições Gailivro
ISBN: 9789895577712

Já passaram 100 anos depois dessa data tão importante  para a nossa  História recente que é o 5  de Outubro  de 1910 em que terminou  a Monarquia e se deu a implantação da República. São muitas as perguntas  que colocamos quando se fala do  5 de Outubro de 1910. Será que saberemos  o que é uma República? Qual é a diferença entre a República e a Monarquia?  Quem   concebeu O Mapa Cor-de-Rosa? Como é que nasceu o Hino Nacional? Como é que  se escolheu a Nova bandeira portuguesa? Quem é que era eleito para o Parlamento? O que é a Maçonaria? E a Carbonária? Porque é que assassinaram o Rei D. Carlos?  Quem foi Afonso Costa? Porque é que chamavam o Presidente-rei  a Sidónio Pais?

História das Nossas Avós

Retrato da burguesa de Lisboa
de Cecília Barreira
Edição: 1994
Páginas: 270
Editor: Círculo de Leitores
ISBN: 972-42-0550-9


Este livro é produto de um interessante estudo sobre a vida quotidiana da mulher burguesa de Lisboa, entre os anos de 1890 e 1930, privilegiando aspectos da família, da intimidade doméstica e ainda da própria sexualidade.
A moda, a estruturação do gosto, os cuidados com o corpo e o acesso à cultura, são alguns dos temas aqui tratados com grande desenvolvimento e qualidade.

Portugal de 1910 a 1914

de João Bonifácio Serra

Capítulo sobre Portugal da obra A Idade dos Impérios, vol. 1 – 1910-1914, das Publicações Alfa. Inclui um conjunto vasto de biografias tanto nacionais como estrangeiras

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