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Na semana em que se comemora o Dia Mundia da Poesia, sugerimost-te como Livro da Seman uma escelente coletânea de poesia de José Fanha, porta português que já por diversas vezes visitou a nossa biblioteca.

 

Publicamos hoje duas poesias da Marta Cortes, do 7.º ano

A Razão

Porquê que é tão complicado
Amar e ser amado
Conseguir encontrar um coração
E nela guardar a nossa recordação

Nada posso fazer para poderes olhar
E veres que os meu olhos estão a chorar
Não consigo fazer-te perceberes
Que passas por mim sem me veres

E aqui estou apesar
Nesta solidão sem te ter
E fico para a pensar
Na razão do meu viver

Agora que sabes aquilo que sinto
Já não tenho nada a explicar
Mas eu choro porque não percebo
porque sofri tanto só para te amar

Amigos da Onça

Não curto de pessoas sonsas
Muito menos amigos de onça
Otários sem correcção
Que não teem correcção

Não podemos confiar
Nem nada lhes contar
A porcaria que eles fazem
Só desilusões é que trazem

Idiotas que não têm vida
Malta que nem seque chegou
E que estão logo de partida
Voam e nem sequer tem plano de voo

É que já nem tenho pachorra
Este mundo é uma porra
Isto agora acaba aqui
Já escrevi tudo o que senti

Marta Cortes
Nº29
7º2ª

photo credit: Helga Weber via photo pin cc

Eis os dois poemas de José Fanha recitados pelos alunos na sessão com o autor da parte da manhã:

Coisas que Acontecem

Venceslau venceu na vida
Timóteo tocou trompete
Samuel sorveu a sopa
Paulino comeu esparguete.

Violeta viu as vistas
Diana doeu-lhe o dedo
Fernandinho foi aos figos
Silvina guardou segredo.

Albertino teve tino
Pedrito passou na praça
Henriqueta enriqueceu
Guidinha não achou graça.

Amadeu deu em doidinho
Noémia não disse nada
Marcela migou as migas
e a Célia fez a salada.

Valdemar virou a vela
Carlota foi ao calista
Luisinha leu as letras
Cristina levanta a crista.

Rosalina fez rissóis
Pompeu visitou Pompeia
Tolentino foi à tropa
Balbina foi à boleia.

Baltazar é batoteiro
Joana vai ao jardim
Laurindinha lava a louça
Francisco fugiu por fim.

Cantiga Felina

Eu sou uma gata gatona gatinha
pequena ladina
feroz e feliz e felina.
Eu sou uma gata que come
fanecas e figos
Feijão e favona e favinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
faceira furtiva
fadista fiel e festiva.
Eu sou uma gata que foge
da fúria do fogo
fanhosa felpuda fininha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Eu sou uma gata gatona gatinha
uma bela figura
que fala que funga e que fura.
Eu sou uma gata que veste
um fatinho forrado
com fita fivela e fitinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

Bom dia, senhor José!
Obrigada por nos visitar.
Já tenho os cabelos em pé
Com tantas coisas para perguntar.

Se já gosta de escrever,
Deve continuar.
Agora poderá também
Aprender a ilustrar.

Nos seus poemas
Magia encontrei
Resolvi alguns problemas
E em si me inspirei.

Quero ser como o senhor,
Um poeta escritor.
Quero escrever poesia
Com todo o rigor.

Se eu pudesse escrever um livro
Que nome lhe daria?
“Meu caro amigo José”
Ou “José e Maria?

Num só livro não caberia
Toda a história maravilhosa
Que eu própria escreveria
Para uma alma tão bondosa.

Madalena Rodrigues, n.º13, 5.º 5.ª
(Poema dedicado ao escritor José Fanha)
Jan. 2012


A leitura
A leitura é o meu campo de aventura,
é uma viagem pelo mar das palavras,
um mergulho num tesouro sem fim…
A leitura pode ser uma doçura,
mas, na realidade, é uma grande loucura!

A poesia

A poesia é uma espécie de magia
Faz-me sentir, sonhar e sorrir
A poesia dá-me prazer!

Gosto de ler

Gosto de ler, porque sinto o que leio.
Quero ler, porque gosto de saber.
Ler dá-me prazer e vontade de escrever.
Queres crer que é a melhor forma de aprender?
Gosto de ler, porque faz-me crescer!


Sou feliz

Sou feliz, porque sou criança.
Sou feliz, porque tenho alegria.
Sou feliz, porque gosto de viver.
Sou feliz, porque posso ler.
Sou feliz, porque sou um aprendiz!

O filme desta semana na Biblioteca é O Carteiro de Pablo Neruda, que conta a história de como com a poesia Neruda ajuda um carteiro a conquistar a sua amada. Pablo Neruda foi um poeta chileno (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) e um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX.

Aqui ficam alguns poemas de sua autoria
Angela Adonica

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.

Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.

Seu peito como um fogo de duas chamas
ardia em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.

Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas estendidas
e oculto fogo.

____________________________

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: “A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe”.
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

É já no próximo dia 6 de Maio que vamos receber a visita da escritora Luísa Ducla Soares. Para te ires preparando para o grande dia, aqui fica um poema muito engraçado da autora:

Peguei na Serra da Estrela

para serrar uma cadeira

e apanhei um nevão

numa serra de madeira.

Com as linhas dos comboios

bordei um lindo bordado,

quando o comboio passou

o pano ficou rasgado.

Nas ondas do teu cabelo

já pesquei duas pescadas.

Olha para as ondas do mar,

como estão despenteadas.

Guardo o dinheiro no banco,

guardo o banco na cozinha.

Tenho cem contos de fadas,

que grande fortuna a minha.

Com medo que algum ladrão

um dia me vá roubar,

mandei pôr na minha porta

três grossas correntes de ar.

Encomendei um cachorro

naquela pastelaria;

quem havia de dizer

que o maroto me mordia?!

Apanhei uma raposa

no exame e estou feliz:

vejam que lindo casaco

com a sua pele eu fiz.

Entrei numa carruagem

para voltar à minha terra,

enganei-me na estação

e desci na Primavera!


«Qualquer leitor poderá por si só encontrar aqui os poetas que se tornarão seus companheiros para o resto da vida. Leituras feitas na sala de aula, sob orientação do professor, e em parceria com colegas da mesma idade, hão-de proporcionar experiências inesquecíveis e de efeito decisivo no amor pela língua e pela literatura.»
Ana Maria Magalhães

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