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Na passada segunda-feira, como previsto recebemos na nossa escola o viajante Gonçalo Cadilhe, em mais uma actividade do projecto aLer+. Durante uma hora e meia, perante uma assistência de três turmas de 9.º ano que lotaram por completo a biblioteca, Gonçalo levou-nos com ele pelas memórias de algumas das suas viagens, num percurso de evasão que tão cedo não será esquecido por todos os que assistiram. Além de viajante profissional e escritor cativante, Gonçalo é também um excelente comunicador e deixou em todos a vontade de repetir o encontro.

Gonçalo começou por nos falar um pouco das suas viagens, mostrando fotos das casas que «possui» pelo mundo inteiro: locais onde pernoitou, em casas de amigos, no meio das mais fantásticas paisagens do planeta. Seguiu-se a animada sessão de perguntas, muitas delas suscitadas pela leitura da obra Turnée, e outras que foram surgindo espontaneamente.

A  meio da sessão, um grupo de três alunos declamou o poema «A Viagem», de Miguel Torga, que aqui reproduzimos, com acompanhamento musical

Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar…
( Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura…
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.

Obrigado Gonçalo, até à próxima. E boas viagens…

Deixamos aqui um pequeno excerto do filme produzido (podes ver a sua versão integral na Biblioteca), onde destacamos o arranjo musical inicial da professora Isabel Palha, que deixou todos, e em particular o Gonçalo, encantados:

Já foram apurados os vencedores do passatempo «Viajar é…», organizado a propósito da visita de Gonçalo Cadilhe à escola.

Aqui  ficam os nomes dos vencedores

Categoria alunos: Joel Capita, turma EFA BG

Categoria restante comunidade escolar:  professora Helena Farinha

E os respectivos trabalhos vencedores:

Normalmente as pessoas pensam que viajar é … apenas de avião, é mentira!
Autocarro, comboio, barco e até mesmo a pé podem ser grandes viagens, que cada um de nós pode desfrutar de cada paisagem!
Mesmo estando fechados podemos fazer da nossa viagem o momento em que vamos alcançar o próprio destino! A segurança e a confiança é que nos levam!
Viajar é fechar os olhos e simplesmente encarnar o condutor!
É sentir-nos mais próximos do destino!
Provavelmente muitas vezes compartilhar o percurso único com estranhos e dividir com eles a ansiedade de chegar.
Viajar é sobrevoar os céus, estar em grandes altitudes e sentir o frio na barriga.
É voar, tratar do destino (bilhete) e … por fim … arrecadar de outros lugares a cultura, crenças, artes, costumes e sabedoria.
Viajar é a curiosidade de estar num outro lugar,
É sentir na alma a sensação de mudança,
É pôr a vida em risco por uma causa justa,
É querer embarcar sem se preocupar com o quanto ela custa,
É desfrutar da companhia de estranhos,
É fazer do nosso destino um sonho prestes a ser realizado!
É aventurar-se no tempo e no espaço,
É não me importar com caminho que faço,
Mas apreciar cada sítio que passo!

Joel Capita
Turma EFA BG

___________________

Ah, viajar…
No espaço e no tempo. Perto e longe. De olhos fechados e de olhos bem abertos. No quarto, na sala de aula, num filme, num teatro. Para divertir, aprender, ajudar, libertar o corpo e a alma. Viajar num livro, numa canção. Viajar só e em grupo.
Viajar de mochila às costas, de barco, avião, camioneta, balão. Ir ao encontro. Reencontros. Abraços cheios. Redescobertas. Ir. Entrar na História. Estremecer ao (con)tacto. Velhas pedras marcadas pela vontade e pelo génio dos Antigos. Ainda de pé. Resistentes.
Ah, viajar…
O silêncio musical da floresta amazónica. O grande silêncio. Os cheiros adocicados do Norte de África. As cores intensas dos panos ondulantes. O desprendimento da Natureza. Terra, animais e plantas em estado puro.
Provar a alegria dos pratos. Comer com os olhos e com as mãos. Partilhar. Descobrir sabores. E gostar muito!
Não prever a adrenalina do naufrágio. Experimentar o frio incomum e o calor voraz.
Riso, choro, canto. Voar na sensualidade do tango e vibrar ao ritmo do samba alucinante. Sentir os pés soltos. Borboletear.
Ah, viajar…
Apaixonadamente. Estender as mãos ao Mundo. Entregar-me a ele.

Helena Farinha

No âmbito da vinda à escola do escritor Gonçalo Cadilhe, no próximo dia 10 de maio, a Biblioteca Escolar promove um passatempo que te habilita a ganhar livros autografados do autor. Podem participar alunos, professores, funcionários e encarregados de educação. Só tens de escrever um texto, em prosa ou poesia, com um máximo de 300 palavras, subordinado ao tema «Viajar é». Podes enviar o teu texto como comentário a esta mensagem ou para o email netescola[arroba]netcabo.pt. Não te esqueças de indicar o teu nome e turma. (Os encarregados de educação devem indicar o nome e a turma do seu educando). Há prémios para os três primeiros classificados em cada uma das categorias, «alunos» e «adultos». Envia o teu texto até ao dia 9 de Maio!

Depois de durante alguns meses estar reservado para a Área de Projecto das turmas do 9.º ano, a Tournée, de Gonçalo Cadilhe, encontra-se agora disponível para leitura domiciliária, e é um excelente aperitivo para as férias grandes, que já não estão longe.

Tournée reúne um conjunto de crónicas divididas em “quatro pontos cardeais subjectivos”, como explica o autor e viajante:- O que abre o livro, Ocidente, recolhe as viagens que efectuou “pelos territórios descobertos por Colombo, as suas ‘Índias’, todo o pedaço de planeta que resultou da empresa colombiana”, a América Latina;
– O Sul, “tudo o que nos está a Sul, e que vem precisamente do chamado ‘sul do mundo’ quando se quer falar das suas regiões mais miseráveis”, África;
Oriente “é … oriente. Como dizia o título de um divertido filme paquistanês (…) ‘east is east’”;
Norte, que “aparece aqui como o contrário do sul: as regiões do mundo onde reinam a opulência, o supérfluo, um desmesurado bem-estar material jamais alcançado antes na História”.

Nascido para vaguear, o autor e viajante trata por tu as pessoas com quem se cruza e os objectos que traz na mochila, ao mesmo tempo que conduz o leitor pelos lugares mais deslumbrantes, pelos autocarros mais apinhados, pelas paisagens mais remotas, vivendo uma errância que o leva aos quatro cantos do mundo.

O escritor Gonçalo Cadilhe vai visitar a nossa escola no próximo dia 10 de Maio,  para uma conversa com duas turma do 9.º ano. Essas duas turmas, na sua Área de Projecto, trabalharam a obra Tournée, no âmbito do projecto aLer+.

«Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz em 1968, onde reside habitualmente. Precisou de uma licenciatura em Gestão de Empresas e de sete meses a picar o ponto para compreender que não tinha percebido nada da vida: tudo o que lhe interessava se encontrava na direcção oposta. Despediu-se do emprego, da família e do país e começou a viajar e a escrever. Iniciou a actividade de jornalista independente na Grande Reportagem, colaborando actualmente com o Expresso. Ao longo de uma deliciosa carreira que não o levou ainda a lado nenhum, para sua grande felicidade, excepto aos lugares mais remotos do planeta, continua a guiar a sua actividade literária pelo princípio sagrado de escrever para comer. » (in Wook.pt)

No Âmbito do projecto aLer+, algumas turmas do 9.º ano estão a ler o livro Tournée de Gonçalo Cadilhe, um conjunto de crónicas – a maior parte já publicadas em livros anteriores de Gonçalo Cadilhe – divididas em “quatro pontos cardeais subjectivos”, como explica o autor e viajante:

– O que abre o livro, Ocidente, recolhe as viagens que efectuou “pelos territórios descobertos por Colombo, as suas ‘Índias’, todo o pedaço de planeta que resultou da empresa colombiana”, a América Latina;
– O Sul, “tudo o que nos está a Sul, e que vem precisamente do chamado ‘sul do mundo’ quando se quer falar das suas regiões mais miseráveis”, África;
Oriente “é … oriente. Como dizia o título de um divertido filme paquistanês (…) ‘east is east’”;
Norte, que “aparece aqui como o contrário do sul: as regiões do mundo onde reinam a opulência, o supérfluo, um desmesurado bem-estar material jamais alcançado antes na História”.

Para Gonçalo Cadilhe, o seu Norte é o mundo ocidental, pelo que o livro termina no mundo ocidental. “É tempo de voltar a casa”, escreve.

Eis um dos trabalhos da autoria da turma 9.º 3.ª, com a rota do viajante e fotografias dos locais visitados.  O painel encontra-se exposto na biblioteca (clica na imagem para veres  maior).

África Acima, de Gonçalo Cadilhe

África Acima, de Gonçalo Cadilhe

África Acima recolhe crónicas semanais que Gonçalo Cadilhe foi escrevendo e publicando no jornal Expresso ao longo de vários meses.
Como é seu hábito, Gonçalo Cadilhe recusou o transporte aéreo. Em autocarros e comboios, em balsas e bicicletas de ocasião, à boleia em camiões ou a pé com a mochila às costas, o viajante atravessou África desde o cabo da Boa Esperança, no extremo Sul, até ao Estreito de Gibraltar, no extremo Norte.
Oito meses, quinze países, 27 000 quilómetros e 50 000 palavras resultaram num livro sincero e deslumbrado, em que as amizades, o humor, a tolerância e a humildade.

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