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Decorreu hoje na biblioteca uma sessão com o militar de Abril Augusto Raposeiro, com a participação de 3 turmas do 9.º ano e uma turma do 5.º ano, no âmbito das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril.

augusto

O furriel miliciano de cavalaria Augusto Alberto Bento Raposeiro (n. 1951, Estefânia, Sintra) participou na Operação «Fim-Regime» integrado na tripulação da Chaimite Bafafá. Levava consigo horas de discussões sobre Portugal, no «corredor dos furriéis». É reformado, depois de 21 anos de trabalho na Tagol, três na Editorial Notícias e 12 à frente da livraria Astrolábio, que abriu em Mem Martins, onde vive. Estudou no ICL (hoje, ISCAL). Casado, um filho. Orgulha-se de ser filho («como Maia») de um chefe de estação ferroviária e neto de um cabo enfermeiro na batalha de La Lys.

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No Terreiro do Paço e no Carmo, a Bafafá ficou sempre junto do Posto de Comando, onde o furriel Ilharco se encarregava de comunicações de e para Salgueiro Maia. Essa localização e a cumplicidade do seu camarada permitiram-lhe tomar conhecimento com antecedência das informações mais relevantes e acompanhar a olho nu as reações de Salgueiro Maia. Confessa que, devido a essa proximidade, deu por si por duas vezes a dizer «a um hipotético deus», em jeito de reza: «Fiz isto com boa intenção.»

(Informação biográfica recolhida de Os Rapazes dos Tanques, da Porto Editora)

 

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Comemora-se este mês o dia da Liberdade, em homenagem à revolução de 25 de Abril de 1974. Deixamos-te aqui uma lista de livros sobre esta temática, muitos dos quais podes encontrar na nossa biblioteca:

O 25 de Abril contado ás crianças e aos outros
José Jorge Letria

L.A: e Cª no meio da revolução
Maria Mata

O tesouro
Manuel António Pina

Vinte e zinco
Mia Couto

Vinte e cinco a sete vozes
Alice Vieira

Romance do 25 de Abril
José Pedro Mésseder

25 de Abril
Ana Mª Magalhães e Isabel Alçada

O rapaz da bicicleta azul
Álvaro Magalhães

Abril 30 anos 30 poemas
Org. por José Fanha e José Jorge Letria

Salgueiro Maia – o homem do tanque da liberdade
José Jorge Letria

Liberdade o que é?
José Jorge Letria

História de uma flor
Matilde rosa Araújo

A liberdade explicada às crianças
Jean-Luc Moreau

25 de Abril – Revolução dos cravos
Paula Cardoso Almeida

A fábula dos feijões cinzentos
José Vaz

Dona Pura e os camaradas de Abril
Germano Almeida

7X25 Histórias de Liberdade
Margarida Fonseca Santos

Viagem à flor de um mês
José Jorge Letria

Vassourinha
António Torrado

A revolução das letras
Vergílio Alberto Vieira

Capitães de Abril
José Jorge Letria

Era uma vez um cravo
José Jorge Letria

Um Fotógrafo em Abril
Sebastião Salgado

25 de Abril: uma aventura para a democracia
Vários

A Revolta dos Guarda-Chuvas
Sidónio Muralha (não é propriamente sobre o 25 de Abril mas aborda a questão da opressão/tirania versus liberdade)

O caso da rua Jau
Mário Castrim (Campo das Letras)

O soldado e o capitão, os cravos e o povão
Valdemar Cruz

Catarina de todos nós
Sidónio Muralha (Caminho)

A revolução das letras – o 25 de Abril explicado às crianças
Vergílio Alberto Vieira (Campo das Letras)

Bichos de Abril
Carlos Pinhão (Caminho)

25 de Abril – Outras Maneiras de Contar a Mesma História
Maria Manuela Cruzeiro e Augusto José Monteiro

Vinte e Cinco de Abril quase como um conto de fadas
Conceição Lopes

O Ladrão de palavras
Francisco Duarte Mangas

Memórias da Revolução de Abril na Literatura para a Infância: diferentes formas de contar a mesma história
Ana Margarida Ramos

Zeca Afonso e a Malta das Cantigas
José Jorge Letria

25 de Abril, Revolução dos Cravos
Paula Cardoso Almeida

(selecção de Manuela Malho
Coordenadora da Biblioteca da EB 2/3 da Madalena)


Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem-vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

José Afonso

Terminamos hoje, 25 de Abril, a série de poemas sobre o 25 de Abril, mais uma vez com aquele que é verdadeiramente o poeta de Abril:

Explicação do País de Abril

País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
não fica nas longas terras. Fica exactamente aqui
tão perto que parece longe.

Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
é rua e sonho é dolorosa intimidade.

Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência.

País de Abril é muito mais que pura geografia
é muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos veias
– os carris infinitos dos comboios da vida.

País de Abril é uma saudade de vindima
é terra e sonho e melodia de ser terra e sonho
território de fruta no pomar das veias
onde operários erguem as cidades do poema.

Não procurem na História que não ven na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.

País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
Por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens do País de Abril.

Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha:
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.

Manuel Alegre

Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.

Este é o oitavo:

Abril de Sim Abril de Não

Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.

Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.

Vi o Abril que ganha e Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.

Manuel Alegre

Os Vampiros

No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

José Afonso

Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.

Este é o sétimo:

De Coração e Raça

“Sou português de coração e raça
Não há talvez maior fortuna e graça”

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha

Agora vamos é ser
donos do nosso trabalhar
em vez de andar para alugar
com escritos na camisa
e o dinheiro que desliza
do salário para a despesa
compro cama vendo mesa
deito contas à pobreza

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha

Agora vamos é ser
donos do nosso produzir
em vez de ter que partir
com escritos numa mala
e a idade que resvala
do nascimento para a morte
vou para o leste perco o norte
e o meu corpo é passaporte

Sou português de coração e raça
meio século comido pela traça
fechados numa caixa
e agora ou vai ou racha
e agora ou vai ou racha

Sérgio Godinho

Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.

Este é o sexto:

Tanto Mar

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo pra mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Chico Buarque

A morte saiu à rua num dia assim

Naquele lugar sem nome pra qualquer fim

Uma gota rubra sobre a calçada cai

E um rio de sangue dum peito aberto sai.

O vento que dá nas canas do canavial

E a foice duma ceifeira de Portugal

E o som da bigorna como um clarim do céu

Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu.

Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual

Só olho por olho e dente por dente vale

À lei assassina à morte que te matou

Teu corpo pertence à terra que te abraçou.

Aqui te afirmamos dente por dente assim

Que um dia rirá melhor quem rirá por fim

Na curva da estrada há covas feitas no chão

E em todas florirão rosas duma nação.

José Afonso

Até dia 25, publicaremos todos os dias um poema sobre o 25 de Abril.

Este é o quinto:

Abril de Abril

Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.

Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.

Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.

Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.

Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.

Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.

Manuel Alegre

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