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Na passada quarta-feira, 8 de Junho, recebemos na nossa escola o escritor Augusto Carlos. De origem africana e autor já de uma vasta obra «alicerçada na memória de um país imenso, onde está sempre presente a (…)necessidade de questionar e de compreender o mundo (…): a natureza, as relações humanas, o Homem, Deus e a sua obra».
O encontro com o autor foi o corolário de um conjunto de actividades que os alunos do 7.º ano desenvolveram à volta de uma das obras de Augusto Carlos, Vovô Tsongonhana.

Como habitualmente nos encontros com escritores, contámos com a participação musical do professor Fernando Costa e os seus alunos, que nos ofereceram dois momentos musicais, um no início e outro no final do encontro.

Por ocasião da recepção ao escritor, no átrio da Biblioteca, tivemos a actuação da turma 1.º A da EB1/JI n.º 1 de Rio de Mouro, turma vencedora do «concurso de poemas coreografados» no 1.º ciclo. Acompanhados à viola pelo professor Manuel, cantaram e interpretaram o poema vencedor.

Paralelamente ao encontro com o Augusto Carlos, decorreu uma minifeira do livro com todas as obras do autor.

Obras que não saem da cabeça.

Na próxima quarta-feira, dia 8 de Junho, vamos receber a visita do escritor Augusto Carlos, autor de uma extensa obra sobre memórias de África, e cuja obra Vovô Tsongonhana foi lida por todas as turmas do 7.º ano. O encontro com o escritor decorrerá na biblioteca e, para além da sessão de perguntas e respostas, teremos dois momentos musicais e a habitual sessão de autógrafos. Uma turma do 1.º ano irá também apresentar uma pequena surpresa.

Decorreu na passada quarta-feira o esperado encontro com o escritor Augusto Carlos, autor de O Vovô Tsongonhana, título que as turmas do 5.º ano se encontram a ler no âmbito do PNL. A sessão iniciou-se com o visionamento de dois pequenos filmes sobre os direitos humanos, uma vez que nesse dia se comemorava o Dia Internacional dos Direitos Humanos, e a própria escrita de Augusto Carlos reflecte a necessidade de promover e assegurar os direitos humanos. Seguiu-se uma pequena representação de uma das cenas iniciais do livro, por parte de dois alunos (um fazendo de vovô e outro de Dudinho), e passou-se depois à sessão de perguntas e respostas. Pelo meio houve ainda um momento de poesia, com uma aluna a declamar uma poesia de Augusto Carlos, e uma outra representação, desta vez envolvendo uma turma inteira.  No final, a habitual e concorrida sessão de autógrafos. Paralelamente ao encontro com o escritor, decorreu a feira do livro e uma exposição sobre a obra de Augusto Carlos.

Deixamos-te aqui algumas fotos do encontro  e da exposição, e o vídeo com a intervenção inicial de Augusto Carlos. O vídeo com a sessão completa pode ser visto na Biblioteca:

Aqui fica um poema do escritor que vai estar connosco no dia 10 de Dezembro:

AMIGO CAJUEIRO
Procurava-te ansioso…
Procurava avidamente a tua grande copa.
A Nela nota a minha inquietação e pergunta:
Que procuras, meu amor, porque estás ansioso?
Eu sorrio… Um sorriso nervoso.
Que procuras, meu amor…?, insiste.
Um amigo, respondo.
Um amigo carinhoso,
Um amigo que ainda não viste.
Certamente, estarei enganado.
Este não será o meu terreno…
Onde, em pequeno, brinquei e vivi.
Onde sem te conhecer, para ti sorri.
Não, este não é certamente…
Falta-lhe o meu amigo carinhoso.
Quem procuras, meu amor?
Procuro o meu cajueiro amigo.
Que desabrochava em flor.
O meu companheiro de brincadeiras
Que, apesar de tantas asneiras,
Sempre me deu amor.
Para um ou outro fruto colher,
Até pedras lhe arremessava.
Mas nunca deixou de me receber
Em seus braços quando eu chegava!
Quando me conheci, já ele adulto era.
Nunca igual vi: ponderado, cheio de paciência.
Sempre à minha espera.
Até que um dia parti.
Quase sem me despedir…
Quase a fugir.
Parti.
Que indecência… não pensei na sua dor!
Tem calma, meu amor, dizia-me Nela.
E eu, num torpor, olhava p’ra ela.
Não, não posso crer…
O meu amigo morreu!
Ai o que ele sofreu…
Ai o que os meus olhos estão vendo, Nela!
Tem calma, meu amor, dizia-me ela.
Suporta a dor.
A vida é efémera… É a realidade!
Eu sei que é verdade.
Deixo-te esta flor ingénua,
Amigo cajueiro.
Que, na minha infância, foste o primeiro!


É já no próximo dia 10 de Dezembro que receberemos a visita do escritor Augusto Carlos, no âmbito da plano de actividades da Biblioteca e em articulação com o Departamento de Língua Portuguesa, o Projecto aLEr+ e o Plano Nacional de Leitura.
Augusto Carlos, nasceu em Moçambique, filho de pais portugueses, em Junho de 1955. Formado em engenharia e actualmente a residir em Portugal, é já com a idade de 50 anos que realiza o seu grande sonhos: escrever.
A sua infância em Moçambique, rodeado de uma natureza alegre, intensa, colorida e por vezes assustadora, e a convivência com pessoas de diversas cores e culturas, que o enchiam de curiosidade, haveriam de ser marcantes na sua obra.

Vovô Tsongonhana e Dudinho

A escrita de Augusto Carlos está pois alicerçada na memória de um país imenso, estando sempre presente a necessidade questionar e de compreender o mundo que rodeia: a natureza, as relações humanas, o Homem, Deus e a sua obra.

Obras de Augusto Carlos

Em 2005 editou o seu primeiro romance, As Micaias de Manuna, sob a chancela da Nova Vaga Editora, e desde então já saíram mais 8 obras, entre os quais Vovô Tsongonhana, que as nossas turmas do 5.º ano se encontram a ler. Entretanto, este ano lectivo, uma das obras de Augusto Carlos – A Flamingo de Asa Queg«brada – passou a integrar a lista de obras recomendadas pelo PNL.

Vovô Tsongonhana conta a história de Dudinho, um menino das ruas de Maputo, vai aprender as coisas boas da vida com o «Vovô» Tsongonhana (Pequenino), desde o respeito por tudo o que existe até ao amor e aos problemas dos homens, passando pelo conhecimento da Natureza.

Nesta vida existem muitas coisas para aprender. As mais importantes são aquelas que nos tornam livres e que respeitam a Natureza e as pessoas à nossa volta.


Testemunhos de alunos e encarregados de educação sobre a actividade os pais vão ler à escola

A visita da mãe do Eduardo foi muito divertida, lemos o livro Vovô Tsongonhana, uma história muito gira, eu gosto muito de o ler. Quando a mãe do Diogo disse «Quem quer ler?», quase todos puseram o dedo no ar, mas a mãe do Diogo deu a vez aos outros todos.
Janete

Foi agradável ter a mãe do Eduardo aqui.
Heloísa

pais3

No dia 21 de Outubro a mãe do Eduardo veio à nossa aula ler o livro Vovô Tsongonhana. Nesse dia a nossa turma ficou em silêncio como se não estivesse ninguém na sala de aula, só se ouvia a mãe do Eduardo a ler.
Marco

O dia 21 de Outubro foi um dia maravilhoso porque nesse dia nos portámos todos muito bem, até o Gerson que é barulhento não fez barulho nenhum.
Zenaida

Achei a iniciativa bastante interessante. Na minha opinião, a leitura tem de ser mais promovida entre as crianças e os jovens, por forma a despertar-lhes um maior interesse pelos livros.
D. Isabel, encarregada de Educação do Diogo


As turmas do 5.º ano vão este ano ler, no âmbito do Plano Nacional de Leitura, um dos livros de Augusto Carlos, autor que nos visitará no próximo mês de Dezembro. Trata-se de Vovô Tsongonhana, que conta a história de Dudinho, um menino das ruas de Maputo, que vai aprender as coisas boas da vida com «Vovô» Tsongonhana (pequenino), desde o respeito por tudo o que existe até ao amor e aos problemas dos homens, passando pelo conhecimento da Natureza.


História cativante de um menino Moçambicano que, ao longo da vida foi encontrando respostas para questões que o desassossegavam…
«…Por vezes, para descontrair, fazia sozinho longos passeios pelo vale. Deleitava-se apreciando as micaias espinhosas com suas flores delicadas de tom amarelado, exalando suave perfume de fazer inveja às rosas. Adorava a estética das suas copas achatadas encimando o tronco masculino e rugoso. Dele derivavam elegantes ramos em direcção à rendilhada folhagem verde-clara. Era impressionante observar como a Natureza tinha conseguido o equilíbrio perfeito entre tronco rude provido de espinhos – no entanto, elegante: ramos também repletos de espinhos protectores a condizerem com o tronco; folhagem frágil e flor de delicadeza indescritível, com peso de pluma. Típica árvore da tela africana, saída da paleta do Criador.»

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